Acabei de chegar da feira livre,
Nem minha roupa ainda troquei,
Precisava registrar as emoções que lá
vivenciei.
A feira é livre,
Ela é livre de produto, jeitos e
trejeitos,
Tanto do feirante quanto do
freguês!!!
Sim, seu moço, lá não tem cliente
Lá tem freguês,
Aquele modo mais antigo de cativar o
lado humano,
Lá na feira livre ele se faz
presente, o freguês!!!
Tem o jeito do feirante
Que com seus trejeitos para chamar a
atenção.
Ele grita seus produtos que estão em
exposição,
E do meio da feira o freguês
responde:
Vou até aí, só para conferir
Se seus produtos realmente estão com
boa apresentação.
E tudo se transforma em uma grande
relação!!!
Sabe aquela, sem nenhuma pretensão?
Sem nenhuma preocupação?
Ninguém se importa em parecer maluco;
Pois é a própria expressão da
liberdade,
A de ir e vir sem nenhum pré-conceito.
A feira-livre é simples
E hoje pude sentir
Como é bom vivê-la do modo como a
vivi.
Sem nenhuma pretensão de ser atendida
Por alguém que muitas vezes é
atrevido,
Se achando melhor do que os outros,
Como se atender fosse apenas uma
obrigação.
Atender é entender seu freguês,
É não julgar o modo como ele está
vestido.
Se for rico ou pobre, isso não faz
sentido.
Livre eu me senti e caminhei sem pressa,
Sempre observando tudo com uma imensa
atenção.
Salta-nos aos olhos a felicidade
De quem a feira livre busca estar
E se sentir a vontade e caminhar...
Deixar-se levar pela plenitude do
poder ser...
Coisas simples, sem complicação.
Tudo para mim foi uma beleza...
Amei a experiência de outra vez ser
uma freguesa!!!
autora: Selma Serrano Amaral

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