domingo, 28 de julho de 2013

Livre na feira ou feira livre?

Acabei de chegar da feira livre,
Nem minha roupa ainda troquei,
Precisava registrar as emoções que lá vivenciei.
A feira é livre,
Ela é livre de produto, jeitos e trejeitos,
Tanto do feirante quanto do freguês!!!
Sim, seu moço, lá não tem cliente
Lá tem freguês,
Aquele modo mais antigo de cativar o lado humano,
Lá na feira livre ele se faz presente, o freguês!!!
Tem o jeito do feirante
Que com seus trejeitos para chamar a atenção.
Ele grita seus produtos que estão em exposição,
E do meio da feira o freguês responde:
Vou até aí, só para conferir
Se seus produtos realmente estão com boa apresentação.
E tudo se transforma em uma grande relação!!!
Sabe aquela, sem nenhuma pretensão?
Sem nenhuma preocupação?
Ninguém se importa em parecer maluco;
Pois é a própria expressão da liberdade,
A de ir e vir sem nenhum pré-conceito.
A feira-livre é simples
E hoje pude sentir
Como é bom vivê-la do modo como a vivi.
Sem nenhuma pretensão de ser atendida
Por alguém que muitas vezes é atrevido,
Se achando melhor do que os outros,
Como se atender fosse apenas uma obrigação.
Atender é entender seu freguês,
É não julgar o modo como ele está vestido.
Se for rico ou pobre, isso não faz sentido.
Livre eu me senti e caminhei sem pressa,
Sempre observando tudo com uma imensa atenção.
Salta-nos aos olhos a felicidade
De quem a feira livre busca estar
E se sentir a vontade e caminhar...
Deixar-se levar pela plenitude do poder ser...
Coisas simples, sem complicação.
Tudo para mim foi uma beleza...
Amei a experiência de outra vez ser uma freguesa!!!


autora: Selma Serrano Amaral


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