segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Chuvas necessárias

Estamos vivendo uma grande contradição: precisamos de água para vivermos; pois os reservatórios que abastecem grandes regiões metropolitanas estão secando e por outro lado estamos nos “afogando” nas fortes chuvas que vêm caindo nos últimos dias em alguns estados brasileiros.
Que equilíbrio complicado de se atingir!
Andei por alguns bairros da cidade onde moro e pude constatar a enorme perda de móveis, eletrodomésticos e moradias.
Reclamamos muito, mas quantos realizam a sua parte no comportamento social adequado?
Quem é bom observador do comportamento humano, pode verificar que não há nenhum cuidado no descarte do lixo urbano.
Há muito resíduo sólido descartado de forma inconsequente nas ruas, bairros, canais e em todo lugar que se imagina e quando vêm as super chuvas, tudo é levado pelo fluxo das águas para onde exista uma saída.
Outro item que está fazendo toda a diferença nos alagamentos é a impermeabilização das cidades, fazendo com que as águas não penetrem no solo, sobrecarregando todo o sistema de drenagem urbana, aliada ao descarte incorreto de lixo, temos como resultado enchentes, alagamentos e perdas de bens materiais e muitas vezes a própria vida.
O verão chegou e com ele as fortes chuvas e o grande fluxo de pessoas que vão em busca de sol e praia para amenizar o calor, proporcionando o lazer aos que buscaram ganhar o pão de cada dia o ano inteiro.
Transferir a responsabilidade das enchentes apenas para os efeitos climáticos, é um modo primário o que direito e dever de cada cidadão.
A intervenção humana nas cidades deve ser planejada, objetivando, além de resolver todos os problemas atuais, como também evitar as grandes enchentes.
Deve-se estudar as condições de solo, proximidade de cursos de água, vegetação e aglomerado humano.
Esses aspectos estão inseridos no que chamamos de desenvolvimento sustentável; que não é utopia e nem poesia e sim um viver onde o equilíbrio natural e humano é respeitado no hoje e para o amanhã.
Existe solução para o crescimento desordenado que houve nas cidades atualmente?
Sim, existem muitas soluções, mas para isso se faz necessário a participação de profissionais atuantes em diversas áreas do saber, sensibilização da população no que concerne a comportamentos adequados para o descarte de lixo e acima de tudo a “vontade política” em transformar as cidades num espaço digno de se viver, onde a qualidade de vida da população seja peça chave nesse desenvolvimento harmônico entre meio ambiente e o ser humano e não apenas um amontoado de problemas previsíveis, mas que não são visto a não ser a cada 4 anos, na época das eleições.
Que possamos ter um verão tranquilo, sem perdas irreparáveis.

Selma Serrano Amaral
Especialista em meio ambiente.
Mestre em Administração de Recursos humanos e Planejamento

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Convivência Condominial

A paisagem das cidades vem mudando consideravelmente. 
Cada vez mais novos edifícios estão sendo construídos em locais onde anteriormente existia uma casa, uma família, pessoas que conviviam de forma harmoniosa. Sentiam-se pertencer àquele lugar.
Atualmente nesses mesmos locais, as moradias são construídas umas em cima das outras. Muitas famílias convivendo no mesmo espaço, compartilhando áreas comuns,
O que dizer dessa nova configuração habitacional?
Para que houvesse o mínimo de ordem nessa relação, foi preciso que novas pessoas, fora do círculo familiar, participassem desse cenário. Surge a figura da administradora condominial, do zelador e do síndico.
Uma relação bem difícil de se tornar pacífica.
Não se pode esquecer que tudo deve acontecer para que haja uma boa convivência nos condomínios, objetivando uma melhor qualidade de vida para todos que vivem e trabalham nesses locais
É importante que se perceba que além do respeito as regras estabelecidas no Regulamento Interno e na convenção desse condomínio, também haja atitudes de valorização do bem comum, que não ocorra a “ditadura” condominial, causando aos moradores a inibição em sua maneira de ir e vir, o que é garantido por Lei a todos os brasileiros.
As crianças, também por Lei, têm o direito a diversão e a participação em sociedade. Sabe-se que crianças riem, fazem barulho, correm de um lado para outro e querem brincar. Muitos edifícios já contemplam esses espaços e devem ser utilizados com liberdade à elas.
Outro espaço, já colocado em muitos condomínios, é o da internet e TV. Como proibir a socialização de jovens e adultos nesses espaços, exigindo dos mesmos, silêncio como se estivessem em uma biblioteca?
Tão importante quanto, também é a garantia do respeito mútuo e não a imposição de regras feitas por moradores que passam o dia observando a forma de agir de seus vizinhos e atormentam a cabeça do síndico e do zelador para que ações sejam tomadas de forma arbitrária e sem nenhuma acareação.
O nome já diz:” administração de condomínios”; o que vai muito além de administrar contas, funcionários, serviços, entre outros. É também administrar pessoas, o que não é tarefa fácil, já que o comum acordo, o bom senso e a regras devem ser levadas em conta.
Como diz uma frase antiga: “ser um bom vizinho é questão de dedicação, ter um já é questão de sorte”.
Infelizmente o ser humano ainda tem sérias dificuldades em se dedicar mais à boa convivência social, levando apenas em consideração aquilo que lhe convém, deixando ao outro culpas e responsabilidades.
Como administrar, de forma não tendenciosa, tantas pessoas convivendo em um mesmo espaço?
Síndicos e zeladores são as pessoas que estão ligadas diretamente aos moradores e precisam ter aptidão para o trabalho que almejam realizar; pois de nada vale o título do cargo ou a função exercida se os mesmos não tiverem a competência para prevenir, amenizar e solucionar problemas.
Uma forma de não errar é saber as regras já estabelecidas e o bom senso em aplica-las; pois cada situação é única.
Os moradores também devem ter o respeito por essas pessoas que estão ali para garantir-lhes o bem estar e a segurança.
Não deve existir o proibir por proibir, o desrespeitar por desrespeitar só para ver onde a situação chegará.
Em áreas comuns, deve-se respeitar o que a Lei, regras e ordem social estabelecem, sem mais nem menos.
Em regiões turísticas, muitos edifícios passam o ano inteiro só com algumas famílias fixas morando e recebem na alta temporada centenas de pessoas a mais, muitas vezes desconhecidas; pois esses imóveis são de segunda residência, o que dificultará ainda mais essa relação.
Bom senso, habilidade, competência e respeito ás regras e ás pessoas são essenciais para o bem viver de todos.

Profª Selma Serrano Amaral
Mestre em Administração de Recursos Humanos 


Então é Natal!!!

O dia chegou e com ele muitas alegrias e amor...
Amor que não tem fim,
Amigos que se confraternizam.
Famílias unidas em um só coração,
Em uma só oração.
Então é Natal!
Vem o perdão,
Se estabelece a gratidão
E todos dividem o mesmo pão.
Luzes se ascendem,
Cores se acentuam
Brilhos que flutuam
E no céu se expandem
Em milhares de estrelas,
Mostrando que todos podem
Fazer do Natal uma festa linda.
Onde todos se cuidem,
Que todos se ajudem.
Sem preconceitos,
Sem preceitos
Sem desaproveito;
E no final todos saiam satisfeitos.
Gostei dessa brincadeira das rimas para falar um pouco sobre o Natal.
Parece que tudo ficou bem mais simples, sem complicações.
Natal é assim, tudo muito simples, nós e que realmente complicamos tudo.
A vida também acontece da mesma forma, ou deveria acontecer se não colocássemos o ego a frente de nossas ações, decisões e maneiras de conviver com nosso próximo.
Rotineiramente deixamos a simplicidade de lado e passamos a ser influenciados pelo que a sociedade consumista, individualista e egoísta nos apresenta e com isso vem a falsa felicidade, o falso sucesso, o pseudo amor.
Mas se conseguimos transformar tudo isso no Natal, creio que ainda haja esperança para que o ser humano se encontre, se valorize, se ame de verdade e que possa aplicar em sua vida essa simplicidade de existência.
Enxerguemos o grande amor que existe nesta data e o transformemos em nosso lema de vida, em nosso mantra, em estilo de vida.
Desejo neste Natal que cada um possa tomar consciência da grande importância que tem no cenário da vida. Que entenda que não há seres maiores ou menores, superiores ou inferiores.
Cada um tem um papel a ser desempenhado e que juntos escreveremos a história da humanidade.
Quanto mais união, mais amor, mais solidariedade, mais gratidão.
Viva o Natal todos os dias, viva o amor a si mesmo e ao próximo.
Viva o respeito, o reconhecimento do valor individual e coletivo.
Viva a palavra dada e a palavra cumprida.
Viva o agir e o retroagir caso reconheça algum erro.
Seja autêntico, sem máscaras, sem meias palavras.
Que sejamos simples como uma criança, que vê no outro a oportunidade de amizade, de companheirismo.
Que possamos ter e ser o Natal todos os dias de nossas vidas.
Selma Serrano Amaral
Mestre em Administração de Recursos Humanos.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Carta de sonhos!!!

Está chegando o Natal.
Já fez sua cartinha para o Papai Noel?
Como não?
Cadê a criança que habita em você?
Não me diga que a matou!!
Não creio...
Então, mãos à obra.
Papel e caneta lá vamos nós.
Querido Papai Noel: quero neste Natal os sonhos mais lindos que já tive e que os deixei adormecer em nome do “querer” e “poder” mais e mais.
Sabe Papai Noel, uma vez sonhei que o mundo era cheio de amor, que as pessoas se abraçavam simplesmente pelo prazer que tinham em estar juntas, reunidas, amando umas às outras.
Não sei em que parte da minha vida deixei esse sonho de lado.
Engraçado como esquecemos como é bom amar e ser amado.
Quero esse sonho de volta Papai Noel, para assim poder realiza-lo.
Outro sonho bem bonito foi o que sonhei junto com minha família. Estávamos todos reunidos em torna da mesa, jantávamos e a alegria imperava, fazendo com que ríssemos das pequenas coisas que tínhamos naquela época.
Depois saíamos correndo pelo quintal atrás de borboletas e vagalumes, que teimavam em brilhar como as luzes da árvore de natal. Fazíamos comidinha no fogão a lenha feito de pedaços de tijolos e pequenos gravetos.
Ouvíamos o canto dos pássaros que pulavam de galho em galho fazendo festa.
Que pena Papai Noel, as crianças hoje não têm quintal, só área comum dos prédios em que moram e muitas nem casa tem.
Os vagalumes e as borboletas foram embora porque mataram as árvores para construir cada vez mais, casa em cima de casa.
Quero esse sonho de volta também, assim verei as famílias reunidas em nome do amor!
Papai Noel, lembrei de um sonho bem legal: estávamos na escola e lá aprendíamos a ler, escrever e a interpretar o que líamos. Os professores nos ensinavam com muito amor e competência. Era muito bom estar por horas ali, ouvindo, escrevendo, brincando, participando das aulas, respeitando nossos amigos e mestres.
Decidi, quero esse também de volta!
Certa vez, Papai Noel, sonhei que fiquei muito doente e fui levada para um hospital lindo, todo limpinho, onde cada um tinha a sua cama e médicos e enfermeiras vinham a todo instante verificar como estava evoluindo minha recuperação.
Nossa, era demais!
Todos trabalhavam com muito amor e tinham todo o equipamento e remédios necessários para os atendimentos, sem nenhuma discriminação.
Esse também é um sonho bom para se ter de volta e o torna-lo realidade.
Um dia cheguei a sonhar que vivia em um país justo, onde cada um era respeitado, independente de raça, cor, credo, sexo e outras coisas mais. Que seus governantes se preocupavam com o povo e trabalhavam pelo povo.
Será Papai Noel que esse só ficará em sonho ou será possível realiza-lo?
Bom Papai Noel, creio que já pedi o suficiente para esse novo ano.
Espera, espera, não posso esquecer de fazer o último pedido; não é para mim, mas para as criancinhas que vivem em orfanatos e não conseguem ter um novo lar em virtude da burocracia, ou melhor “burocracia” que ainda existe e não permite essa nova vida.
Desejo que elas encontrem logo um novo lar, cheinho de amor e que assim esqueçam ou amenizem os traumas já vividos.
Quero também pedir para que a “magia do Natal” dure em nossos corações o ano inteiro.
Beijos Papai Noel!!!
Irei pendurar minhas meias na árvore iluminada, para que assim possa enchê-las com todos os pedidos que fiz.
Selma Serrano Amaral