A paisagem das cidades vem mudando consideravelmente.
Cada vez mais novos edifícios estão sendo construídos em locais onde anteriormente existia uma casa, uma família, pessoas que conviviam de forma harmoniosa. Sentiam-se pertencer àquele lugar.
Atualmente nesses mesmos locais, as moradias são construídas umas em cima das outras. Muitas famílias convivendo no mesmo espaço, compartilhando áreas comuns,
O que dizer dessa nova configuração habitacional?
Para que houvesse o mínimo de ordem nessa relação, foi preciso que novas pessoas, fora do círculo familiar, participassem desse cenário. Surge a figura da administradora condominial, do zelador e do síndico.
Uma relação bem difícil de se tornar pacífica.
Não se pode esquecer que tudo deve acontecer para que haja uma boa convivência nos condomínios, objetivando uma melhor qualidade de vida para todos que vivem e trabalham nesses locais
É importante que se perceba que além do respeito as regras estabelecidas no Regulamento Interno e na convenção desse condomínio, também haja atitudes de valorização do bem comum, que não ocorra a “ditadura” condominial, causando aos moradores a inibição em sua maneira de ir e vir, o que é garantido por Lei a todos os brasileiros.
As crianças, também por Lei, têm o direito a diversão e a participação em sociedade. Sabe-se que crianças riem, fazem barulho, correm de um lado para outro e querem brincar. Muitos edifícios já contemplam esses espaços e devem ser utilizados com liberdade à elas.
Outro espaço, já colocado em muitos condomínios, é o da internet e TV. Como proibir a socialização de jovens e adultos nesses espaços, exigindo dos mesmos, silêncio como se estivessem em uma biblioteca?
Tão importante quanto, também é a garantia do respeito mútuo e não a imposição de regras feitas por moradores que passam o dia observando a forma de agir de seus vizinhos e atormentam a cabeça do síndico e do zelador para que ações sejam tomadas de forma arbitrária e sem nenhuma acareação.
O nome já diz:” administração de condomínios”; o que vai muito além de administrar contas, funcionários, serviços, entre outros. É também administrar pessoas, o que não é tarefa fácil, já que o comum acordo, o bom senso e a regras devem ser levadas em conta.
Como diz uma frase antiga: “ser um bom vizinho é questão de dedicação, ter um já é questão de sorte”.
Infelizmente o ser humano ainda tem sérias dificuldades em se dedicar mais à boa convivência social, levando apenas em consideração aquilo que lhe convém, deixando ao outro culpas e responsabilidades.
Como administrar, de forma não tendenciosa, tantas pessoas convivendo em um mesmo espaço?
Síndicos e zeladores são as pessoas que estão ligadas diretamente aos moradores e precisam ter aptidão para o trabalho que almejam realizar; pois de nada vale o título do cargo ou a função exercida se os mesmos não tiverem a competência para prevenir, amenizar e solucionar problemas.
Uma forma de não errar é saber as regras já estabelecidas e o bom senso em aplica-las; pois cada situação é única.
Os moradores também devem ter o respeito por essas pessoas que estão ali para garantir-lhes o bem estar e a segurança.
Não deve existir o proibir por proibir, o desrespeitar por desrespeitar só para ver onde a situação chegará.
Em áreas comuns, deve-se respeitar o que a Lei, regras e ordem social estabelecem, sem mais nem menos.
Em regiões turísticas, muitos edifícios passam o ano inteiro só com algumas famílias fixas morando e recebem na alta temporada centenas de pessoas a mais, muitas vezes desconhecidas; pois esses imóveis são de segunda residência, o que dificultará ainda mais essa relação.
Bom senso, habilidade, competência e respeito ás regras e ás pessoas são essenciais para o bem viver de todos.
Profª Selma Serrano Amaral
Mestre em Administração de Recursos Humanos

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