quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cantos e Encantos


Acho muito curiosa a mente humana.
Essa noite eu estava tão empolgada em ter conseguido montar meu próprio blog, que quase nem dormi e o pouco que consegui, sonhei com esse texto, com este título "Cantos e Encantos", isso mesmo, sonhei o sonho dos anjos...
Coloquei-me a imaginar porque crescemos e qual o fato, o momento ou o bloqueio que ocorrem, para que muitos de nós esqueçamos nossos cantos preferidos e os encantos que cada um deles contém.
Toda vez que sonho, pode ser e normalmente é com pessoas do meu círculo de amizades atuais ou até mesmo com antigos amigos ou situações; nunca estou no tempo real, com o cenário atual. O contexto sempre se desenvolve em uma casa em que morei com minha família, por quase 20 anos, quando saí para ir morar em minha própria casa e construir meu lar e minha família, me tornei uma mulher casada, com apenas 20 anos de idade. Que insanidade!!!. Nem eu acredito; mas esse assunto não diz respeito ao que gostaria de comentar nesse texto. Fica para outra oportunidade, para um próximo capítulo, se eu achar que será interessante... Vou pensar bem sobre isso!!! 
Fico pensando como tive em minha infância muitos "cantos e encantos" e não os conseguia enxergar com tanta sensibilidade como os vejo hoje. Sim, eu os vejo mesmo, sinto os aromas das flores que minha mãe cultivava e que por sinal eram lindíssimas.
Mas havia um problema, pelo menos era o que eu imaginava na época. Eu não gostava daquela casa, daquelas coisas tão simples que nela havia. Hoje consigo visualizar cada coisa em seu lugar, as cores, as texturas... Incrível!
Minha mãe me dizia que eu me sentia uma princesa (ainda bem que não do agreste; pois sucumbiria de calor).
Lembro-me que certa vez, quando já estava quase adormecida, ela e meu pai entraram em meu quarto e baixinho ela disse: "ela faz pose até para dormir" ...mas não era pose, simplesmente era o meu jeito de ser e acredito ser assim atualmente; pois não tenho meio termo, ou as pessoas me amam ou me acham metida. Fazer o quê, como diz na novela das 21 horas: “cada um com seu tapete”.
Queria ter meu próprio quarto e não ter que dividi-lo com meu irmão. Não era egoísmo e sim uma vontade imensa de ter meu canto, como sinto até hoje. Meu "canto e meus encantos", meu porto seguro. Não deu, o jeito era dividir o espaço com ele, que amo demais. Acredito que nem ele saiba o quanto é grande esse amor.
Deveria existir um "amortómetro" , para que se pudesse mensurar a intensidade de se amar....Loucura total minha!
Hoje sinto tanta falta daquela casa, do "canto" montado por meu pai, onde ficávamos embaixo de um caramanchão vendo os pássaros e os insetos vindos sugar o néctar das flores. Era um caramanchão lindo, uma verdadeira obra de arte digna de ficar exposta em uma praça pública bem bucólica. Era um "canto recheado de encantos".
Passamos pela vida e nos esquecemos de enxergar nas pequenas coisas, a felicidade. Eu era muito feliz e não sabia.
Agora eu sei; pois tudo o que sonho se passa lá, igualzinho como era.
O caminho para chegar em minha casa, era ladeado de hortênsias, de um azul maravilhoso e sempre cuidadas pelas mãos de fada de minha mãe. As plantas os animais e as crianças a adoravam.
E a orquídea, nossa essa era demais, a "menina dos olhos" dela. Acreditem se quiser; hoje ela ainda está plantada em meu quintal. Já é uma "mulher orquídea madura", já passou dos 30 anos e ainda floresce maravilhosamente a cada setembro. Vocês as verão no final do texto, prometo-lhes.
Meu "canto e meu encanto" que permanecem em minha memória e em meu coração.
 Ser feliz! Simples Assim, não acham?
Esse foi só um pouquinho dos encantos e das alegrias que cercaram minha vida.
Para não cansá-los, vou contando aos poucos outras histórias; assim fico motivada para motivar.
Combinado?
Simples Assim!!!
(Selma Serrano Amaral)


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