quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Galhos de Natal...

Como gosto desta época do ano!
Não da correria para as compras de presentes e dos mais variados produtos e ingredientes para a elaboração da “Ceia de Natal”.
Gosto de lembrar-me do verdadeiro sentido que o dia 25 de dezembro representa. Do amor incondicional que nos foi dado pelo, incontestavelmente, maior líder que o mundo já viu; Jesus.
Não, não vou comentar sobre religião, crenças, ritos ou demais denominações. Primeiro porque não é o assunto principal deste texto e em segundo lugar não me considero com conhecimento suficiente para isso. Tenho a minha fé e respeito muito a dos outros.
Aliada a esta data, vem à decoração natalina, que pode ser colocada em qualquer lugar, como portas, fachadas, mesas, etc. Particularmente, acho linda e me emociono em admirá-la.
A modernidade fez com que tudo ficasse bem atrativo. Luzes que piscam ao som de músicas, bonecos que cantam,dançam e falam ho, ho, ho, renas coloridas, a casa do Papai Noel; enfim, alegorias lindas de se contemplar.
Todo ano quando chega à época do Natal, sempre me dá uma nostalgia incrível. Lembrar dos natais de minha infância e parte da adolescência me faz sentir um pouco vazia, se comparando com os de hoje.
Era de praxe ir a “Missa do Galo”. Vou contar-lhes um segredo: eu não gostava, demorava muito e era tarde demais para uma criança que adorava dormir muito. Diga-se de passagem, até hoje.
O almoço do dia 25 era bem melhor que os almoços dos outros dias. Tinha uma variedade de alimentos incrível, parecia um banquete.
Uma das coisas mais gostosas era ver a família toda reunida, inteirinha juntos. Como era imensa! Pai, mãe, avós, tios, tias primos e primas, que delícia!
Voltemos ao assunto principal deste texto, o qual o título deu origem a ele: minha “Árvore de Natal”, melhor dizendo “Meu Galho seco de Natal”.
Hoje me dou conta que só em montá-lo já era um grande presente, simples assim!
Dias antes saía em busca do galho seco perfeito. Não podia ser muito aberto nem muito fechado. Tinha que ser realmente “perfeito”. Como era difícil encontrá-lo!
A felicidade enchia-me a alma, quando de longe o avistava. Creio que a sensação era a mesma dos sete anões. Sim, aqueles da história da Branca de Neve que iam felizes para casa cantando: “eu vou, eu vou, para casa agora eu vou...”
Chegava a casa com o troféu na mão e compartilhava com minha mãe toda a estrutura do galho seco.
Naquela época, sem conhecimento, já estava agindo de forma sustentável, usando material que a natureza deixou cair sozinha e criando com a montagem do galho o que chamaríamos em nossos dias de uma árvore de natal com um designer bem moderno e diferente. Nossa como sou fantástica, um show da vida!
Vou deixar a brincadeira de lado e continuar com minhas lembranças.
Mãos a obra: há a necessidade de pintar o galho com tinta prateada, quando tinha dinheiro para comprá-la. Se não houvesse ia mais natural ainda.
Após esta tarefa, era necessário encontrar uma lata de tinta vazia ou qualquer recipiente semelhante. Encontrado, era embrulhado em papel laminado, aquele que brilha. Pronto, agora é só enchê-la de terra para que o “Galho de Natal” ficasse bem firme.
Imagem linda e imponente tinha aquele simples galho.
Tudo acertado era à hora de decorá-lo; até alguém lembrar: bolinhas, onde estão as bolinhas do ano passado que guardamos com todo o cuidado?
Sempre no dia 6 de janeiro “Dia de Reis”, quando desmontávamos o “Galho de Natal”, embrulhávamos todas com muito cuidado. O material utilizado para fazê-las era muito fino e se caíssem quebravam-se em vários pedaços; ó dó.
Atualmente ainda existem, as bolas que complementam os enfeites das árvores, mas o material é outro; é o plástico coberto por cores e brilhos. Se uma delas cair no chão, sai quicando sem quebrar e você se lascando em correr atrás dela; ó dó.
Bolinhas encontradas, hora de pegar linha de costura para amarrá-las e pendurá-las nos galhos.
Como a quantidade de bolinhas não era muita; pois sempre algumas caíam no chão e se quebravam, chegando a doer o coração e não tínhamos dinheiro para comprar mais, o jeito era usar a imaginação, ainda mais a de criança. Corria atrás do material de costura de minha mãe e procurava pedaços de fitas coloridas. Lantejoulas e até mesmo tecidos bonitinhos. Era muito fácil fazer os lacinhos e ir prendendo-os ao meu “Galho de Natal”.
Lindo, estava ficando cada vez mais lindo!
Tudo que encontrava, eu ia adaptando para ser mais um enfeite.
Pronto, o galho ficou maravilhoso!
Espera um pouco, está faltando alguma coisa, deixe-me pensar; o que será?
Já sei o algodão! Como pude esquecer-me da neve, mesmo sendo pleno verão? E isso se faz até hoje nas decorações natalinas. Copiamos o Natal de outros países. Porque as nossas árvores de Natal não poderiam ser enfeitadas com materiais característicos de nosso país?
Deixa para lá, foi apenas uma observação.
O algodão era espalhado por todo o galho, como se fosse à neve caindo sobre ele.
Perfeito, agora é só levá-lo para o canto reservado a ele!
Durante toda a minha infância e boa parte de minha adolescência; pois passávamos pelas fases normais de um ser humano, coisa que não ocorre atualmente. Normalmente a adolescência é encarada pelos jovens e adultos como uma fase não necessária; chegando até a chamá-la de ”aborrecência” e não vem à hora de terminá-la, os meus Natais eram assim.
Cresci, pois o tempo é implacável, não pára um segundo sequer e o “Galho de Natal” foi substituído pelas árvores artificiais que enfeitam as casas de todos nós até hoje. A casa em que morava também não existe mais. Muitos dos que passavam o Natal conosco o tempo também os levou e, particularmente me vem na memória o refrão de uma canção que diz assim: “naquela mesa está faltando ele (es) e a saudades dele (es)  está doendo em mim...”, meus pais que tanto admiravam meu “Galho de Natal”.
Agora me lembro do Natal no seu verdadeiro sentido e também do meu “galho seco”, que me fazia tão feliz.
Muitas vezes fico só lembrando o meu “Galho seco de Natal” que está bem guardadinho em meu coração, em minha infância querendo reaparecer.  Sei que um dia ele voltará esplendoroso e o montarei outra vez junto com meus netos, ensinando-os a magia, o amor e o verdadeiro símbolo do Natal.
Atualmente quero pouco. Quero estar longe das correrias de compras de presentes, de viagens que muitas vezes acabam em tragédias devido ao excessivo consumo de álcool e outras coisas mais, de comprar roupas novas para usar no dia e de ficar pensando o que fazer de Ceia.
Basta-me ouvir o canto dos pássaros que vêm em minha árvore cantar todos os dias. Observar as rosas vermelhas e sentir seu aroma ao soprar do vento, deitar na rede e ficar olhando os desenhos das nuvens. Ganhar um abraço bem apertado das pessoas que amo e a noite observar as estrelas cintilando no céu.
Interiormente vejo a menina que ainda tem em seu “Galho de Natal” que está bem guardadinho em seu coração, a imagem de momentos felizes, sem precisar de dinheiro, status ou qualquer coisa do gênero para comemorar o dia mais importante para a humanidade cristã.
Perdendo-me nos pensamentos, encontro-me mais humana num mundo tão superficial, de tantas coisas desnecessárias para se conseguir momentos felizes.
Ser Feliz é Simples Assim !!!
Tente achar em suas lembranças de infância, momentos que te fizeram sentir-se motivado para buscar a felicidade. É maravilhoso !!!
Uma pena, mas não tenho nenhuma foto do meu lindo “Galho de Natal” para lhes mostrar, mas deixo a foto da “Árvore de Natal” deste ano.
Um lindo Natal a todos!
(Selma Serrano Amaral)



2 comentários:

Unknown disse...

Professora, acabei me lembrando dos meus 12 anos também fiz um galho de natal, e quando achei fui correndo contar pra minha mamãe., nossa foi uma felicidade imensa.
Não esqueço aquele natal, toda familia reunida.
E o galho de natal todo enfeitado e brilhante.
Me senti muito feliz.
Bjs no coração.
E obrigado por me fazer voltar uma época muito importante da minha vida.
Feliz Natal....

Selma Serrano Amaral disse...

Como é lindo lembrarmos de momentos felizes. Isso ajuda na automotivação. Lembre-se sempre disso quando estiver desanimada.
Um Feliz Natal e um 2013 maravilhoso. Beijos