quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Orquídea fora de hora


O dia está lindo!!!
Sinto o sol esquentar todo o meu corpo.
Ultimamente os dias estão cada vez mais quentes e abafados.
Coisas da natureza que o ser humano, em nome de um desenvolvimento equivocado, está transformando as estações do ano.
Distraidamente estava lavando o quintal e regando as plantas. Elas passaram o dia todo embaixo de um sol arrasador e eu vim trazer-lhes um alívio. A elas e a mim!
Adoro mexer com água, conversar com cada uma das minhas plantas, saber como elas estão, fazer-lhes elogios. Acredito que elas entendem tudo e retornam o “diálogo” com um balançar mais bonito ou com a própria intensidade de suas cores.
Acham que sou louca?
Podre daquele que não tem uma relação de amor com e pela natureza, não sabem o que estão perdendo.
Bom, enquanto continuava essa tarefa prazerosa, olhei um pouco mais para cima e tive uma linda surpresa ou melhor, um lindo presente que a natureza me deu fora da época.
Lá estava ela, linda nos seus tons de branco e lilás.
A orquídea que minha mãe plantou a mais de trinta anos e que floresce apenas no mês de setembro. Este ano veio me visitar antes da época.
Uma, sim apenas uma desabrochou para trazer ao meu coração um acalento para as saudades que bate no peito, quando relembro o tempo onde podia estar junto aos meus pais.
Ela veio linda e firme entre a folhagem verde.
A dias ela está lá.
Parece não querer ir embora.
Gosta de ouvir-me conversar, verificando se tudo está bem.
Por alguns dias pegou chuva, mas continua linda!
Setembro ainda está longe, mas ela já deu sinais de que será uma florada magnífica.
Gosto muito de ver e sentir a natureza bem pertinho de mim, sempre na sintonia de saber ser.
Minha linda orquídea veio me visitar antes da hora e foi muito bem recebida.
Por mais que o ser humano destrua, polua ou simplesmente ignore as questões ambientais, a natureza é sábia e dá seus alertas de que as coisas estão mudando.
Caso nós, ditos “seres racionais”, não percebermos o que vem ocorrendo com o Planeta e o transformemos em um lugar melhor para se estar, seremos obrigados a encontrar uma nova forma de se viver ou sobreviver.
Será que isso é possível?
Pense e reflita.


autora: Selma Serrano Amaral


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