terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Lua

Deusa do destino:
Concede-me o saber.
Impulsiona-me ao querer
Ser dona de mim mesma.
Deixa-me correr pelos campos...
Afrodite contemporânea quero ser;
Nos poderes milenares crescer.
Orgulho-me de ser feminina,
Mulher e menina,
E em teus braços quero adormecer...
Lua, tu és meu bem viver!
(Selma Serrano Amaral)


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Segue

E a gente segue...
De alma leve.
Canta os desencantos.
Nada de prantos
A vida é breve.
Nada de espantos...
A vida que se escreve.
E ser infeliz ninguém se atreve.
Amor, paz e todo o encanto
De quem só quer ser feliz e pronto!
Selma Serrano Amaral)


Ahhhhhhh se quero!!!

Bem-me-quero
Mal-me-quero.
Optei em me querer bem.
Me quero muito bem...
Amo ser quem sou,
Qualidades e defeitos
Isso eu sou.
Não sou perfeita,
Nem quero ser...
Quero apenas me bem querer.
(Selma Serrano Amaral)

Gente

Amo gente que ama gente,
Gente que me faz sorrir.
Gente que sabe como agir.
Gente que fica contente pela gente.
Que sabe interagir.
Que ama incondicionalmente...
Simplesmente pelo fato de existir!!!
Selma Serrano Amaral)


domingo, 18 de janeiro de 2015

Por um Mundo Acessível

Como é bom olharmos o movimento das cidades, o ir e vir de carros, motos, bicicletas e até das pessoas, andando de um lado para outro, indo trabalhar, fazendo compras, aproveitando uma tarde de sol para dar uma passeada no calçadão da praia ou mesmo em lugares como shoppings Centers, restaurantes, bares, lanchonetes, praças públicas e mais uma imensa variedade de lugares.
O que é uma cidade? Fiquei curiosa e fui realizar uma pesquisa em um dicionário que, como já dizia minha mãe: “temos sempre que ter um por perto”.
Encontrei a definição, e depois de lê-la, fiquei orgulhosa por fazer parte de uma. Senti-me até importante, pois todas as suas estruturas são necessárias para o tão alardeado desenvolvimento.
Passei a pensar um pouco mais. Esses pensamentos me levaram a uma inquietação. Na definição falou-se em concentração populacional e isso significa concentração de gente, de indivíduos, de cidadãos.
Meus pensamentos foram mais longe. Quem são esses indivíduos? Será que todos são iguais? Possuem as mesmas necessidades, anseios e oportunidades?
Com certeza não; pois cada indivíduo é único. Mas e a mobilidade urbana como fica? Lá vem ela com outra palavra que não sei o que significa, alguns podem dizer. Simplificando: mobilidade urbana é o “direito de ir e vir” de todo o cidadão brasileiro, como versa nossa Constituição Federal de 1988. Ficou explicado, melhorou? E quase sempre isso não acontece no que concerne ao específico; esclarecendo, com as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, seja ela física, visual, mental, etc. . Imaginem-se dependendo de uma cadeira de rodas para ir ao trabalho, fazer compras, passear no calçadão da praia ou onde mais lhe convier em uma cidade tão desenvolvida, arborizada, industrializada etc. Sinto dizer-lhes, poucas cidades em nosso país estão preparadas para o cumprimento do que trata nossa Carta Magna.
Calçadas quebradas, bueiros abertos, rampas totalmente inadequadas. Algumas, o cadeirante só consegue utilizá-la se tiver uma cadeira de rodas 4X4, ou melhor 2X2 com tração em suas rodas. E para descê-las, seria um suicídio.
Em vários lugares vocês já devem ter percebido que a rampa está lá, bem feita em suas exigências técnicas para que o cadeirante possa atravessar a rua com toda a segurança, só que do outro lado, simplesmente a rampa não existe e, assim esse cidadão (ã), tem que se arriscar no meio do trânsito até encontrar outro acesso. É ridículo, ou melhor, é gasto inútil de dinheiro público; pois é uma “coisa” que tem meia utilidade, então para que serve? Será que foi só metade?
Acessibilidade não é caridade, é Lei. Devemos cobrar dos Poderes Públicos Federal, Estadual e Municipal o cumprimento correto do “direito de ir e vir”.
Acessibilidade é ser livre para circular em qualquer lugar desse país, com segurança e autonomia, em todos os espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, em edificações, nos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida (Segundo ABNT – NBR 9050).
Vale lembrar que mais de 24 milhões e meio de brasileiros possuem algum tipo de deficiência e o mais alarmante é que os índices estão crescendo, principalmente entre os jovens, em virtude da insegurança das cidades e de acidentes de trânsito.
Isso hoje não faz parte de sua realidade, mas o amanhã a Deus pertence.
Vamos abraçar essa causa. “Um Mundo Acessível é um lugar mais justo e com igualdade entre os indivíduos”
Somos cidadãos (ã) brasileiros acima de tudo.
Selma Serrano Amaral
Turismóloga
Especialista em Turismo, Hotelaria e Meio Ambiente
Mestre em Recursos Humanos e Planejamento

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Verão mais uma vez

Estamos vivendo, este ano, um verão muito quente. Assim, as localidades que possuem atrativos que contemplam as necessidades que as pessoas possuem, quando estão em lazer, de saciarem o calor; recebem uma quantidade assustadora de visitantes ou também conhecidos como turistas.
A população flutuante chega a se multiplicar por três sobre a população fixa.
Não existe nenhuma cidade, por mais infraestrutura que possua, que suporte tal crescimento em apenas poucos meses no ano.
A Baixada Santista, em virtude com a proximidade de São Paulo com sua Região Metropolitana, apresenta um turismo de massa, onde a quantidade supera a qualidade em todos os aspectos, como comportamentos inadequados em situações simples do cotidiano, o descarte incorreto do lixo, a convivência sem nenhum bom senso entre visitantes e visitados e o uso incorreto dos recursos, ou melhor dizendo, dos patrimônios natural, cultural e social, fazem parte dessa grande devastação que presenciamos todos os verões.
Até quando viveremos dessa forma, já que está sendo previsto por pesquisadores do assunto, temperaturas cada vez mais altas.
Já está na hora de se enxergar o Turismo como uma atividade econômica, que deve acontecer de forma sustentável.
Traduzindo: deve-se planejar a atividade turística tendo a possibilidade de se usufruir desses patrimônios, mas tratando-os com respeito, para que assim, as próximas gerações também os tenham em condições de uso e de conservação e, principalmente, que os moradores das localidades receptoras, sejam inseridos no desenvolvimento econômico e social desse fenômeno que é o turismo.
Fechar as portas para que ninguém entre é, no mínimo, impossível e ilegal, já que temos o direito de ir e vir resguardados por nossa Constituição Federal, mas também se permitir esse “consumo desordenado”, literalmente abordando, também é no mínimo irresponsabilidade e ilegalidade, já que a mesma Constituição Federal garante a cada cidadão um meio ambiente saudável.
Cabe ao Poder Público local planejar a atividade turística, investindo em alternativas para não mais apenas sol e praia, já que se chover o fluxo de visitantes cai assustadoramente.
A Região possui muitos atrativos que contemplam outros segmentos do turismo e cada cidade deve planejar os seus de forma sustentável, como turismo ecológico, histórico, de eventos, místicos entre tantos outros.
Chega de Turismo ser assunto só de campanha política.
A Turismo é uma das atividades que mais crescem no mundo todo; então, porque ficarmos alheios a isso e trabalhando de forma amadora?
Planejamento Turístico é para profissionais e não para amadores que caem de paraquedas nas cidades e nada contribuem para o desenvolvimento sustentável das mesmas.

Selma Serrano Amaral
Bacharel em Turismo
Especialista em Turismo, Hotelaria e Meio Ambiente
Mestre em Recursos Humanos e Planejamento.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Turismo e Geração de Emprego e Renda

No verão, tudo ganha mais vida, mais cores e brilhos. Até os seres humanos, participam desse colorido todo.
Duas estações, verão e inverno são bem marcantes, principalmente para as cidades que possuem essas características. O fluxo de pessoas em busca do clima e cenários preferidos deslocam-se de seus locais de origem, na intenção de se divertir, encontrar amigos, fazer novos amigos, conhecer o modo de viver da comunidade que os recebe; enfim, vão movidos a realizarem seus sonhos, de descanso, lazer, e até mesmo “recarregar as baterias”. Para que na volta, toda energia acumulada nesta estada, seja revertida para mais um período de produção em suas atividades diárias.
Esse deslocamento chama-se Atividade Turística, mas é primordial analisá-la também pelo lado econômico. Esse movimento deve gerar retorno financeiro, econômico, social, cultural e ambiental para a localidade receptora.
Turismo, conforme pesquisas realizadas pela Organização Mundial do Turismo (O.M.T), é uma das atividades econômicas que mais crescem no mundo inteiro. É uma ferramenta de desenvolvimento para as cidades que possuem potencial turístico, lembrando que cada uma delas detém suas especificidades e devem ser desenvolvidas valorizando-as.
Percebe-se que, apesar de todo o fluxo de visitantes que a Região Metropolitana da Baixada Santista recebe no verão ou em feriados prolongados onde o sol prevalece resplandecente, ainda se está engatinhando no que concerne em se considerar o turismo como fonte de desenvolvimento e renda, para as nove cidades participantes. Pesquise: cada um dos municípios possui uma ou duas atividades econômicas que os possibilitam sobreviver durante o restante do ano.
Salienta-se que a Atividade Turística não deve ser trabalhada empiricamente. É preciso “arrumar a casa”, para aí sim, buscar-se gradativamente e conscientemente o desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental, o qual resultará no tão alardeado no mundo inteiro, o “Desenvolvimento Sustentável”.
Viver dependente das condições climáticas, não é viável para nenhuma cidade, até mesmo porque as temporadas são curtas, o clima é instável e a população precisa de emprego e dinheiro o ano inteiro.
Turismo é implantação de políticas de desenvolvimento turístico e não partidários e muitos menos para “afilhados”. É essencial que se trabalhe de forma consciente, em projetos viáveis e realizáveis, que a atividade turística proporciona e não apenas realizar-se shows de verão ou inverno, dizendo que isso atrai turista. Você leitor, precisa entender que isso apenas entretém quem já está no município, em virtude do sol, da praia ou do frio e os residentes, que tem garantidos seus direitos Constitucionais ao Lazer….
É de suma importância capacitar profissionais para todo o setor de Hospitalidade, que inclui desde recepcionistas, garçons, camareiras, e o comércio como um todo. Outro ponto que deve ser levado em consideração na hora de se planejar, é o trabalho junto aos municípios vizinhos, que também possuem suas especificidades. Com isso, eles se complementarão e farão com que o turista fique mais tempo na Região, pela variedade de atrativos, serviços e produtos.
É bom lembrar, que essas políticas de desenvolvimento turístico não irão acontecer da noite para o dia, como um pedido a uma “fada madrinha”, mas é preciso começar, tirando os projetos do papel e colocando-os em execução, não apenas dizendo em noticiários, que se irá implantar e isso nunca acontece, mas os amigos os viram na televisão ou nos jornais dando entrevista. Isso é massagear o “ego” e esquecer a finalidade de se estar em um cargo ou exercendo uma função que lhe compete ser eficiente.
Em ano eleitoral, você leitor, ouve muito em reuniões, palanques e entrevistas, que se eleito, a nova gestão, seja executivo ou legislativo, trabalhará a atividade turística como forma de gerar emprego e renda para a população.
Analise, questione e depois acompanhe se realmente essas políticas de desenvolvimento do Turismo para a sua cidade estarão sendo implantadas, executadas e terminadas. Só desta forma, efetivamente, poderá se dizer que a cidade é turística; pois terá com a atividade turística sua economia oxigenada e maximizada, e depois, acompanhe essa implantação. Só assim teremos uma atividade econômica o ano inteiro e não apenas essa “invasão” que acontece no verão ou quando o sol resplandece com toda a sua beleza.

Selma Serrano Amaral
Especialista em Turismo e Meio Ambiente.
Mestre em Administração de Recursos Humanos e Planejamento


Ser feliz é tudo o que se quer

Ser feliz todos os dias é possível?
2014 terminou, sendo agora uma excelente ocasião para avaliarmos tudo o que fizemos e o que deixamos de fazer para que atingíssemos o objetivo maior de nossas vidas: a felicidade!
Muitos dizem que felicidade é um “estado de espírito ou do espírito”, outros que a felicidade é composta por momentos felizes. 
Os mais pessimistas não conseguem enxergar a felicidade, colocando no outro a culpa ou a responsabilidade pelo não atingimento dela.
Não conseguem perceber a beleza que existe no dia que amanhece; nublado ou com muito sol ele está lá, prontinho para ser vivido da melhor maneira possível.
Ouvimos ou mesmo nos pegamos falando que só encontraremos a felicidade quando o dinheiro fizer parte do nosso dia-a-dia, quando conseguirmos comprar o carro do ano, quando fizermos a viagem de nossos sonhos, quando encontrarmos o amor ou então quando aposentarmos.
Mero engano!
Nada disso fará com que nos sintamos felizes se realmente não buscarmos conquistar, a cada segundo de nossas vidas, a fé e a certeza que o universo só nos reserva o melhor de tudo e que nós mesmo é que fazemos as nossas escolhas.
Não dá para culparmos o outro por nossa infelicidade, pelo peso desnecessário que carregamos em nossos ombros em nome do “ter algo”, esquecendo-nos do “ser alguém”.
Nossa felicidade nós mesmos conquistamos, não dependendo de nada ou de ninguém para que ela aconteça.
Ela deve exalar por cada poro de nosso corpo, deve ter o aroma de “quero mais”, deve ser inaugurada todos os dias, pelo simples fato de estarmos vivos.
Início de ano é tempo de recomeço...
Aproveitemos essa fase introspectiva para nos tornarmos pessoas melhores, seres humanos realmente humanos.
Estamos vivendo um momento novo, de encontro e reencontro com ´” eu” interior, como nossos amores e desamores, com nossas paixões e acalentos.
Que possamos realiza-lo com maestria, sem medos ou pudores.
A reflexão é necessária para que pontuemos o que queremos, como queremos, porque queremos e o que esperamos do novo ano, lembrando sempre que os dias e meses passam sem a nossa intervenção. São apenas uma sequência numérica no calendário que adotamos.
A mudança real só acontecerá se nós nos mudarmos, nos transformarmos, nos reinventarmos. Nada acontece por acaso, tudo tem o seu propósito e consequência.
Ser feliz deve ser um sentimento despreocupado que ocorre naturalmente.
Não há outro jeito: “ser feliz é tudo o que se quer”.
Então que estejamos e sejamos muito mais atentos ao caminhar de nossos dias, de nossas vontades e naturalmente a felicidade fará morada em nossas vidas.
Selma Serrano Amaral
Mestre em Recursos Humanos e Planejamento.