No verão, tudo ganha mais vida, mais cores e brilhos. Até os seres humanos, participam desse colorido todo.
Duas estações, verão e inverno são bem marcantes, principalmente para as cidades que possuem essas características. O fluxo de pessoas em busca do clima e cenários preferidos deslocam-se de seus locais de origem, na intenção de se divertir, encontrar amigos, fazer novos amigos, conhecer o modo de viver da comunidade que os recebe; enfim, vão movidos a realizarem seus sonhos, de descanso, lazer, e até mesmo “recarregar as baterias”. Para que na volta, toda energia acumulada nesta estada, seja revertida para mais um período de produção em suas atividades diárias.
Esse deslocamento chama-se Atividade Turística, mas é primordial analisá-la também pelo lado econômico. Esse movimento deve gerar retorno financeiro, econômico, social, cultural e ambiental para a localidade receptora.
Turismo, conforme pesquisas realizadas pela Organização Mundial do Turismo (O.M.T), é uma das atividades econômicas que mais crescem no mundo inteiro. É uma ferramenta de desenvolvimento para as cidades que possuem potencial turístico, lembrando que cada uma delas detém suas especificidades e devem ser desenvolvidas valorizando-as.
Percebe-se que, apesar de todo o fluxo de visitantes que a Região Metropolitana da Baixada Santista recebe no verão ou em feriados prolongados onde o sol prevalece resplandecente, ainda se está engatinhando no que concerne em se considerar o turismo como fonte de desenvolvimento e renda, para as nove cidades participantes. Pesquise: cada um dos municípios possui uma ou duas atividades econômicas que os possibilitam sobreviver durante o restante do ano.
Salienta-se que a Atividade Turística não deve ser trabalhada empiricamente. É preciso “arrumar a casa”, para aí sim, buscar-se gradativamente e conscientemente o desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental, o qual resultará no tão alardeado no mundo inteiro, o “Desenvolvimento Sustentável”.
Viver dependente das condições climáticas, não é viável para nenhuma cidade, até mesmo porque as temporadas são curtas, o clima é instável e a população precisa de emprego e dinheiro o ano inteiro.
Turismo é implantação de políticas de desenvolvimento turístico e não partidários e muitos menos para “afilhados”. É essencial que se trabalhe de forma consciente, em projetos viáveis e realizáveis, que a atividade turística proporciona e não apenas realizar-se shows de verão ou inverno, dizendo que isso atrai turista. Você leitor, precisa entender que isso apenas entretém quem já está no município, em virtude do sol, da praia ou do frio e os residentes, que tem garantidos seus direitos Constitucionais ao Lazer….
É de suma importância capacitar profissionais para todo o setor de Hospitalidade, que inclui desde recepcionistas, garçons, camareiras, e o comércio como um todo. Outro ponto que deve ser levado em consideração na hora de se planejar, é o trabalho junto aos municípios vizinhos, que também possuem suas especificidades. Com isso, eles se complementarão e farão com que o turista fique mais tempo na Região, pela variedade de atrativos, serviços e produtos.
É bom lembrar, que essas políticas de desenvolvimento turístico não irão acontecer da noite para o dia, como um pedido a uma “fada madrinha”, mas é preciso começar, tirando os projetos do papel e colocando-os em execução, não apenas dizendo em noticiários, que se irá implantar e isso nunca acontece, mas os amigos os viram na televisão ou nos jornais dando entrevista. Isso é massagear o “ego” e esquecer a finalidade de se estar em um cargo ou exercendo uma função que lhe compete ser eficiente.
Em ano eleitoral, você leitor, ouve muito em reuniões, palanques e entrevistas, que se eleito, a nova gestão, seja executivo ou legislativo, trabalhará a atividade turística como forma de gerar emprego e renda para a população.
Analise, questione e depois acompanhe se realmente essas políticas de desenvolvimento do Turismo para a sua cidade estarão sendo implantadas, executadas e terminadas. Só desta forma, efetivamente, poderá se dizer que a cidade é turística; pois terá com a atividade turística sua economia oxigenada e maximizada, e depois, acompanhe essa implantação. Só assim teremos uma atividade econômica o ano inteiro e não apenas essa “invasão” que acontece no verão ou quando o sol resplandece com toda a sua beleza.
Selma Serrano Amaral
Especialista em Turismo e Meio Ambiente.
Mestre em Administração de Recursos Humanos e Planejamento

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