sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Verão mais uma vez

Estamos vivendo, este ano, um verão muito quente. Assim, as localidades que possuem atrativos que contemplam as necessidades que as pessoas possuem, quando estão em lazer, de saciarem o calor; recebem uma quantidade assustadora de visitantes ou também conhecidos como turistas.
A população flutuante chega a se multiplicar por três sobre a população fixa.
Não existe nenhuma cidade, por mais infraestrutura que possua, que suporte tal crescimento em apenas poucos meses no ano.
A Baixada Santista, em virtude com a proximidade de São Paulo com sua Região Metropolitana, apresenta um turismo de massa, onde a quantidade supera a qualidade em todos os aspectos, como comportamentos inadequados em situações simples do cotidiano, o descarte incorreto do lixo, a convivência sem nenhum bom senso entre visitantes e visitados e o uso incorreto dos recursos, ou melhor dizendo, dos patrimônios natural, cultural e social, fazem parte dessa grande devastação que presenciamos todos os verões.
Até quando viveremos dessa forma, já que está sendo previsto por pesquisadores do assunto, temperaturas cada vez mais altas.
Já está na hora de se enxergar o Turismo como uma atividade econômica, que deve acontecer de forma sustentável.
Traduzindo: deve-se planejar a atividade turística tendo a possibilidade de se usufruir desses patrimônios, mas tratando-os com respeito, para que assim, as próximas gerações também os tenham em condições de uso e de conservação e, principalmente, que os moradores das localidades receptoras, sejam inseridos no desenvolvimento econômico e social desse fenômeno que é o turismo.
Fechar as portas para que ninguém entre é, no mínimo, impossível e ilegal, já que temos o direito de ir e vir resguardados por nossa Constituição Federal, mas também se permitir esse “consumo desordenado”, literalmente abordando, também é no mínimo irresponsabilidade e ilegalidade, já que a mesma Constituição Federal garante a cada cidadão um meio ambiente saudável.
Cabe ao Poder Público local planejar a atividade turística, investindo em alternativas para não mais apenas sol e praia, já que se chover o fluxo de visitantes cai assustadoramente.
A Região possui muitos atrativos que contemplam outros segmentos do turismo e cada cidade deve planejar os seus de forma sustentável, como turismo ecológico, histórico, de eventos, místicos entre tantos outros.
Chega de Turismo ser assunto só de campanha política.
A Turismo é uma das atividades que mais crescem no mundo todo; então, porque ficarmos alheios a isso e trabalhando de forma amadora?
Planejamento Turístico é para profissionais e não para amadores que caem de paraquedas nas cidades e nada contribuem para o desenvolvimento sustentável das mesmas.

Selma Serrano Amaral
Bacharel em Turismo
Especialista em Turismo, Hotelaria e Meio Ambiente
Mestre em Recursos Humanos e Planejamento.

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