A Educação Básica no Brasil ocorre durante nove anos e é obrigatória para todas as crianças com idade entre seis e quatorze anos.
A responsabilidade por essas crianças acontece, conforme a Lei, de forma conjunta entre pais ou responsáveis que devem realizar suas matrículas. O Estado deve garantir as vagas e a sociedade, que a efetiva fazendo valer este direito.
Atualmente, o ensino fundamental é dividido em dois ciclos, sendo o primeiro com duração de cinco anos, que usualmente tem um único educador regente, o que comumente se chama de educador polivalente O segundo com quatro anos (logicamente), é composto por uma equipe de educadores especialistas em diferentes disciplinas.
É interessantíssimo quando lemos a respeito deste tema. Parece-nos que tudo está funcionando a contento. É um grande engano; a realidade não é essa.
Encontramos na Educação Básica, considerando apenas a pública, um total desinteresse por parte de alunos e professores. Cabe salientar que aqui usei as palavras alunos e professores; pois não os vejo, efetivamente, sendo educandos e educadores, como expliquei no artigo anterior a este, neste mesmo veículo de comunicação.
Vejo apenas um amontoado de crianças matriculadas conforme a Lei exige, um número razoável de professores, concursados ou temporários e um espaço físico que erroneamente chamamos de Escola.
A produtividade que deveria ser atingida passa longe da ideal e isto não sou eu que estou verificando de forma empírica, no famoso “achismo”, o próprio Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado no mês de outubro passado, que nos deu este cenário: no Brasil, 13 Estados tiveram queda de desempenho em relação à pesquisa de 2011 e os demais tiveram uma melhora que não foi suficiente para alcançar metas individuais.
Para que chegássemos a esta conclusão, se fôssemos mais atentos as nossas crianças nessa faixa etária, não seria necessário gasto com pesquisas, bastaria um olhar mais crítico e participativo no dia-a-dia das escolas.
Há carência de professores, currículos pedagógicos desatualizados, falta de respeito generalizada, sem abordarmos neste texto a violência que predomina dentro desses locais.
Estamos formando que tipo de geração ou gerações?
Que tipo de formação terão no futuro?
É urgente a melhoria nos anos iniciais da educação de base para que o cenário caótico que vivemos se modifique.
Que país é este que em sua “Carta Mágna de 1988” versa sobre uma realidade de Direitos que na prática não acontece.
Está na hora de um posicionamento por parte da sociedade, já que ela é parte integrante dessas responsabilidades, pelo menos no acompanhamento e desempenho de nossos filhos na escola, cobrando mudanças imediatas.
Esta é a hora, participe!
Profª Me. Selma Serrano Amaral

Nenhum comentário:
Postar um comentário