quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Escola atrativa?

Se falássemos em escola atrativa em anos atrás, com certeza seríamos queimados em fogueiras, como na época da Inquisição.
Estaríamos falando heresias; pois a escola era vista como uma obrigação e uma forma de “repasse” de informações; muitas vezes ultrapassadas e inúteis e que deveria ser aceita, ou melhor dizendo, “engolida” por todos.
O triste é que mesmo não nos queimando mais, a escola ainda continua sendo um sistema educacional que reproduz informações, não preparando o aluno para a vida.
Apenas verificamos a preocupação com o aluno dentro da sala de aula, como se tudo estivesse caminhando perfeitamente; isso quando há professores, do que com a qualidade das aulas.
Acredita-se que não adianta aumentar a quantidade de horas que o aluno permanece na escola, sendo que a qualidade que deveria existir nas mesmas está sendo desperdiçada.
Será que estamos administrando apenas “depósitos de crianças”?
Será que apenas entre quatro paredes acontece o ensino aprendizagem?
Será que não estamos apenas preocupados com preenchimento de formulários e pesquisas quantitativas para que entremos em rankings de notas por cidade, estados e país ao invés de voltarmos nossos olhares para a qualidade dos conhecimentos e informações que são trabalhadas em nossas escolas?
Outra questão que não quer calar: estamos “treinando” ou “ensinando” nossos alunos para que sejam reprodutores desses mesmos conhecimentos e informações sem que consigam discernir em como aplica-los em suas vidas?
É nítido que em pleno século XXI a evolução tecnológica, as mudanças de hábitos e costumes da sociedade, estão apontando para a urgência de tornarmos a Escola mais “atrativa”. Pronto falei e espero não ser queimada na fogueira!
Muitos professores de hoje são o resultado dessa “educação”, se é que dá para chamarmos assim, míope e que está formando milhões de outros míopes treinados como animais em cabrestos.
Acredita-se estar mais do que na hora de ser debatido, por parte da escola, família e sociedade organizada, um movimento de mudança na educação, baseando-a na renovação da estrutura do ensino, nas metodologias a serem aplicadas e na forma de quantificar, já que é necessário, a qualidade dessa educação.
Não adianta facilitar a compra de computadores aos professores ou disponibilizar tablets, se estes são resultado de um ensino deformado, ultrapassado e caótico.
Busquemos um ensino/ aprendizagem de qualidade e não de quantidade.

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Nenhum comentário: