quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sacolas plásticas e morte

Vez ou outra assistimos nos noticiários, a polêmica em relação a distribuição de sacolinhas plásticas pelos supermercados.
De um lado está a facilidade em acondicionar e carregar mercadorias compradas. Do outro o debate constante sobre questões ambientais.
Neste meio fica a falta de consciência por parte dos consumidores, do prejuízo que elas trazem, sendo uma verdadeira “arma fatal” para a natureza, demorando aproximadamente 100 anos para que seja, efetivada, sua decomposição.
São utilizadas para acondicionar lixo doméstico, misturando-se a outros resíduos sólidos que não podem ser reciclados e passam a fazer parte da imensidão de materiais perigosos para o ambiente em que vivemos.
Voam de um lado para outro em virtude de seu peso e formato.
Milhares delas vão parar em nossos mares e oceanos, ocasionando a morte de inúmeros animais marinhos, inclusive as tartarugas que as confundem com o alimento que mais gostam, as águas-vivas.
Quando são ingeridas por esses animais, travam seu sistema digestivo, levando-os a uma agonizante morte por fome. Terrível!
Essas sacolinhas, tão desejadas pelos consumidores, perfuram órgãos e causam bloqueio intestinal nesses animais tão indefesos.
Com a chegada do verão, os destinos turísticos de praia e sol, vivem um crescimento, da sua população flutuante, enorme. Eles frequentam praias, consomem em supermercados, levando inúmeras sacolas para acomodar mercadorias, logicamente necessárias para sua sobrevivência e para aumentar a economia das localidades receptoras.
Perfeito!
O que não está perfeito nessa história, é o descaso que ocorre no incorreto descarte desse material.
Em praias do mundo inteiro, as tartarugas passaram milhões de anos nadando em oceanos sem poluição e hoje estão vivendo uma triste realidade causada por uma sociedade consumista e míope, que só enxerga aquilo que considera benefício a ela própria.
É tão assustador saber que no Brasil cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas são distribuídas por hora, conforme dados fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente.
Pensando bem, as sacolinhas plásticas não são apenas as únicas vilãs na morte das tartarugas marinhas e sim seu consumo excessivo, seu descarte incorreto e o uso inconsciente por parte dos consumidores, que não se dão conta do prejuízo que estão trazendo para o Planeta em que vivem.
É importante que se analise a verdadeira necessidade em se aceitar sacolas plásticas. Será que não daria para ser utilizado sacolas retornáveis?
Para que não haja mais mortes das tartarugas marinhas, será preciso um olhar mais consciente do uso desse material e uma atitude responsável de um cidadão do Planeta, resultando também em uma qualidade de vida muito melhor a todos nós.
Sejamos conscientes.

Profª Me. Selma Serrano Amaral

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