segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Chuvas necessárias

Estamos vivendo uma grande contradição: precisamos de água para vivermos; pois os reservatórios que abastecem grandes regiões metropolitanas estão secando e por outro lado estamos nos “afogando” nas fortes chuvas que vêm caindo nos últimos dias em alguns estados brasileiros.
Que equilíbrio complicado de se atingir!
Andei por alguns bairros da cidade onde moro e pude constatar a enorme perda de móveis, eletrodomésticos e moradias.
Reclamamos muito, mas quantos realizam a sua parte no comportamento social adequado?
Quem é bom observador do comportamento humano, pode verificar que não há nenhum cuidado no descarte do lixo urbano.
Há muito resíduo sólido descartado de forma inconsequente nas ruas, bairros, canais e em todo lugar que se imagina e quando vêm as super chuvas, tudo é levado pelo fluxo das águas para onde exista uma saída.
Outro item que está fazendo toda a diferença nos alagamentos é a impermeabilização das cidades, fazendo com que as águas não penetrem no solo, sobrecarregando todo o sistema de drenagem urbana, aliada ao descarte incorreto de lixo, temos como resultado enchentes, alagamentos e perdas de bens materiais e muitas vezes a própria vida.
O verão chegou e com ele as fortes chuvas e o grande fluxo de pessoas que vão em busca de sol e praia para amenizar o calor, proporcionando o lazer aos que buscaram ganhar o pão de cada dia o ano inteiro.
Transferir a responsabilidade das enchentes apenas para os efeitos climáticos, é um modo primário o que direito e dever de cada cidadão.
A intervenção humana nas cidades deve ser planejada, objetivando, além de resolver todos os problemas atuais, como também evitar as grandes enchentes.
Deve-se estudar as condições de solo, proximidade de cursos de água, vegetação e aglomerado humano.
Esses aspectos estão inseridos no que chamamos de desenvolvimento sustentável; que não é utopia e nem poesia e sim um viver onde o equilíbrio natural e humano é respeitado no hoje e para o amanhã.
Existe solução para o crescimento desordenado que houve nas cidades atualmente?
Sim, existem muitas soluções, mas para isso se faz necessário a participação de profissionais atuantes em diversas áreas do saber, sensibilização da população no que concerne a comportamentos adequados para o descarte de lixo e acima de tudo a “vontade política” em transformar as cidades num espaço digno de se viver, onde a qualidade de vida da população seja peça chave nesse desenvolvimento harmônico entre meio ambiente e o ser humano e não apenas um amontoado de problemas previsíveis, mas que não são visto a não ser a cada 4 anos, na época das eleições.
Que possamos ter um verão tranquilo, sem perdas irreparáveis.

Selma Serrano Amaral
Especialista em meio ambiente.
Mestre em Administração de Recursos humanos e Planejamento

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Convivência Condominial

A paisagem das cidades vem mudando consideravelmente. 
Cada vez mais novos edifícios estão sendo construídos em locais onde anteriormente existia uma casa, uma família, pessoas que conviviam de forma harmoniosa. Sentiam-se pertencer àquele lugar.
Atualmente nesses mesmos locais, as moradias são construídas umas em cima das outras. Muitas famílias convivendo no mesmo espaço, compartilhando áreas comuns,
O que dizer dessa nova configuração habitacional?
Para que houvesse o mínimo de ordem nessa relação, foi preciso que novas pessoas, fora do círculo familiar, participassem desse cenário. Surge a figura da administradora condominial, do zelador e do síndico.
Uma relação bem difícil de se tornar pacífica.
Não se pode esquecer que tudo deve acontecer para que haja uma boa convivência nos condomínios, objetivando uma melhor qualidade de vida para todos que vivem e trabalham nesses locais
É importante que se perceba que além do respeito as regras estabelecidas no Regulamento Interno e na convenção desse condomínio, também haja atitudes de valorização do bem comum, que não ocorra a “ditadura” condominial, causando aos moradores a inibição em sua maneira de ir e vir, o que é garantido por Lei a todos os brasileiros.
As crianças, também por Lei, têm o direito a diversão e a participação em sociedade. Sabe-se que crianças riem, fazem barulho, correm de um lado para outro e querem brincar. Muitos edifícios já contemplam esses espaços e devem ser utilizados com liberdade à elas.
Outro espaço, já colocado em muitos condomínios, é o da internet e TV. Como proibir a socialização de jovens e adultos nesses espaços, exigindo dos mesmos, silêncio como se estivessem em uma biblioteca?
Tão importante quanto, também é a garantia do respeito mútuo e não a imposição de regras feitas por moradores que passam o dia observando a forma de agir de seus vizinhos e atormentam a cabeça do síndico e do zelador para que ações sejam tomadas de forma arbitrária e sem nenhuma acareação.
O nome já diz:” administração de condomínios”; o que vai muito além de administrar contas, funcionários, serviços, entre outros. É também administrar pessoas, o que não é tarefa fácil, já que o comum acordo, o bom senso e a regras devem ser levadas em conta.
Como diz uma frase antiga: “ser um bom vizinho é questão de dedicação, ter um já é questão de sorte”.
Infelizmente o ser humano ainda tem sérias dificuldades em se dedicar mais à boa convivência social, levando apenas em consideração aquilo que lhe convém, deixando ao outro culpas e responsabilidades.
Como administrar, de forma não tendenciosa, tantas pessoas convivendo em um mesmo espaço?
Síndicos e zeladores são as pessoas que estão ligadas diretamente aos moradores e precisam ter aptidão para o trabalho que almejam realizar; pois de nada vale o título do cargo ou a função exercida se os mesmos não tiverem a competência para prevenir, amenizar e solucionar problemas.
Uma forma de não errar é saber as regras já estabelecidas e o bom senso em aplica-las; pois cada situação é única.
Os moradores também devem ter o respeito por essas pessoas que estão ali para garantir-lhes o bem estar e a segurança.
Não deve existir o proibir por proibir, o desrespeitar por desrespeitar só para ver onde a situação chegará.
Em áreas comuns, deve-se respeitar o que a Lei, regras e ordem social estabelecem, sem mais nem menos.
Em regiões turísticas, muitos edifícios passam o ano inteiro só com algumas famílias fixas morando e recebem na alta temporada centenas de pessoas a mais, muitas vezes desconhecidas; pois esses imóveis são de segunda residência, o que dificultará ainda mais essa relação.
Bom senso, habilidade, competência e respeito ás regras e ás pessoas são essenciais para o bem viver de todos.

Profª Selma Serrano Amaral
Mestre em Administração de Recursos Humanos 


Então é Natal!!!

O dia chegou e com ele muitas alegrias e amor...
Amor que não tem fim,
Amigos que se confraternizam.
Famílias unidas em um só coração,
Em uma só oração.
Então é Natal!
Vem o perdão,
Se estabelece a gratidão
E todos dividem o mesmo pão.
Luzes se ascendem,
Cores se acentuam
Brilhos que flutuam
E no céu se expandem
Em milhares de estrelas,
Mostrando que todos podem
Fazer do Natal uma festa linda.
Onde todos se cuidem,
Que todos se ajudem.
Sem preconceitos,
Sem preceitos
Sem desaproveito;
E no final todos saiam satisfeitos.
Gostei dessa brincadeira das rimas para falar um pouco sobre o Natal.
Parece que tudo ficou bem mais simples, sem complicações.
Natal é assim, tudo muito simples, nós e que realmente complicamos tudo.
A vida também acontece da mesma forma, ou deveria acontecer se não colocássemos o ego a frente de nossas ações, decisões e maneiras de conviver com nosso próximo.
Rotineiramente deixamos a simplicidade de lado e passamos a ser influenciados pelo que a sociedade consumista, individualista e egoísta nos apresenta e com isso vem a falsa felicidade, o falso sucesso, o pseudo amor.
Mas se conseguimos transformar tudo isso no Natal, creio que ainda haja esperança para que o ser humano se encontre, se valorize, se ame de verdade e que possa aplicar em sua vida essa simplicidade de existência.
Enxerguemos o grande amor que existe nesta data e o transformemos em nosso lema de vida, em nosso mantra, em estilo de vida.
Desejo neste Natal que cada um possa tomar consciência da grande importância que tem no cenário da vida. Que entenda que não há seres maiores ou menores, superiores ou inferiores.
Cada um tem um papel a ser desempenhado e que juntos escreveremos a história da humanidade.
Quanto mais união, mais amor, mais solidariedade, mais gratidão.
Viva o Natal todos os dias, viva o amor a si mesmo e ao próximo.
Viva o respeito, o reconhecimento do valor individual e coletivo.
Viva a palavra dada e a palavra cumprida.
Viva o agir e o retroagir caso reconheça algum erro.
Seja autêntico, sem máscaras, sem meias palavras.
Que sejamos simples como uma criança, que vê no outro a oportunidade de amizade, de companheirismo.
Que possamos ter e ser o Natal todos os dias de nossas vidas.
Selma Serrano Amaral
Mestre em Administração de Recursos Humanos.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Carta de sonhos!!!

Está chegando o Natal.
Já fez sua cartinha para o Papai Noel?
Como não?
Cadê a criança que habita em você?
Não me diga que a matou!!
Não creio...
Então, mãos à obra.
Papel e caneta lá vamos nós.
Querido Papai Noel: quero neste Natal os sonhos mais lindos que já tive e que os deixei adormecer em nome do “querer” e “poder” mais e mais.
Sabe Papai Noel, uma vez sonhei que o mundo era cheio de amor, que as pessoas se abraçavam simplesmente pelo prazer que tinham em estar juntas, reunidas, amando umas às outras.
Não sei em que parte da minha vida deixei esse sonho de lado.
Engraçado como esquecemos como é bom amar e ser amado.
Quero esse sonho de volta Papai Noel, para assim poder realiza-lo.
Outro sonho bem bonito foi o que sonhei junto com minha família. Estávamos todos reunidos em torna da mesa, jantávamos e a alegria imperava, fazendo com que ríssemos das pequenas coisas que tínhamos naquela época.
Depois saíamos correndo pelo quintal atrás de borboletas e vagalumes, que teimavam em brilhar como as luzes da árvore de natal. Fazíamos comidinha no fogão a lenha feito de pedaços de tijolos e pequenos gravetos.
Ouvíamos o canto dos pássaros que pulavam de galho em galho fazendo festa.
Que pena Papai Noel, as crianças hoje não têm quintal, só área comum dos prédios em que moram e muitas nem casa tem.
Os vagalumes e as borboletas foram embora porque mataram as árvores para construir cada vez mais, casa em cima de casa.
Quero esse sonho de volta também, assim verei as famílias reunidas em nome do amor!
Papai Noel, lembrei de um sonho bem legal: estávamos na escola e lá aprendíamos a ler, escrever e a interpretar o que líamos. Os professores nos ensinavam com muito amor e competência. Era muito bom estar por horas ali, ouvindo, escrevendo, brincando, participando das aulas, respeitando nossos amigos e mestres.
Decidi, quero esse também de volta!
Certa vez, Papai Noel, sonhei que fiquei muito doente e fui levada para um hospital lindo, todo limpinho, onde cada um tinha a sua cama e médicos e enfermeiras vinham a todo instante verificar como estava evoluindo minha recuperação.
Nossa, era demais!
Todos trabalhavam com muito amor e tinham todo o equipamento e remédios necessários para os atendimentos, sem nenhuma discriminação.
Esse também é um sonho bom para se ter de volta e o torna-lo realidade.
Um dia cheguei a sonhar que vivia em um país justo, onde cada um era respeitado, independente de raça, cor, credo, sexo e outras coisas mais. Que seus governantes se preocupavam com o povo e trabalhavam pelo povo.
Será Papai Noel que esse só ficará em sonho ou será possível realiza-lo?
Bom Papai Noel, creio que já pedi o suficiente para esse novo ano.
Espera, espera, não posso esquecer de fazer o último pedido; não é para mim, mas para as criancinhas que vivem em orfanatos e não conseguem ter um novo lar em virtude da burocracia, ou melhor “burocracia” que ainda existe e não permite essa nova vida.
Desejo que elas encontrem logo um novo lar, cheinho de amor e que assim esqueçam ou amenizem os traumas já vividos.
Quero também pedir para que a “magia do Natal” dure em nossos corações o ano inteiro.
Beijos Papai Noel!!!
Irei pendurar minhas meias na árvore iluminada, para que assim possa enchê-las com todos os pedidos que fiz.
Selma Serrano Amaral

sábado, 29 de novembro de 2014

Eu Sou

Sou terra e fogo
Sou ar e mar. 
Vejo o mundo com seus mistérios. 
Pinto com as cores do universo.
Viajo mundos sem fim...
Minha tela é a luz.
Milhares de tons a colorir
O dia que surge
Que trás felicidade.
A alegria de viver.
Sou tons, nuances.
Sou a certeza do estar, do ser.
Terra que nasce.
Que presenteia a cada um
Com frutos de seus atos.
Sou o que sou.
Apenas Eu Sou...
(Selma Serrano Amaral )

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sacolas plásticas e morte

Vez ou outra assistimos nos noticiários, a polêmica em relação a distribuição de sacolinhas plásticas pelos supermercados.
De um lado está a facilidade em acondicionar e carregar mercadorias compradas. Do outro o debate constante sobre questões ambientais.
Neste meio fica a falta de consciência por parte dos consumidores, do prejuízo que elas trazem, sendo uma verdadeira “arma fatal” para a natureza, demorando aproximadamente 100 anos para que seja, efetivada, sua decomposição.
São utilizadas para acondicionar lixo doméstico, misturando-se a outros resíduos sólidos que não podem ser reciclados e passam a fazer parte da imensidão de materiais perigosos para o ambiente em que vivemos.
Voam de um lado para outro em virtude de seu peso e formato.
Milhares delas vão parar em nossos mares e oceanos, ocasionando a morte de inúmeros animais marinhos, inclusive as tartarugas que as confundem com o alimento que mais gostam, as águas-vivas.
Quando são ingeridas por esses animais, travam seu sistema digestivo, levando-os a uma agonizante morte por fome. Terrível!
Essas sacolinhas, tão desejadas pelos consumidores, perfuram órgãos e causam bloqueio intestinal nesses animais tão indefesos.
Com a chegada do verão, os destinos turísticos de praia e sol, vivem um crescimento, da sua população flutuante, enorme. Eles frequentam praias, consomem em supermercados, levando inúmeras sacolas para acomodar mercadorias, logicamente necessárias para sua sobrevivência e para aumentar a economia das localidades receptoras.
Perfeito!
O que não está perfeito nessa história, é o descaso que ocorre no incorreto descarte desse material.
Em praias do mundo inteiro, as tartarugas passaram milhões de anos nadando em oceanos sem poluição e hoje estão vivendo uma triste realidade causada por uma sociedade consumista e míope, que só enxerga aquilo que considera benefício a ela própria.
É tão assustador saber que no Brasil cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas são distribuídas por hora, conforme dados fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente.
Pensando bem, as sacolinhas plásticas não são apenas as únicas vilãs na morte das tartarugas marinhas e sim seu consumo excessivo, seu descarte incorreto e o uso inconsciente por parte dos consumidores, que não se dão conta do prejuízo que estão trazendo para o Planeta em que vivem.
É importante que se analise a verdadeira necessidade em se aceitar sacolas plásticas. Será que não daria para ser utilizado sacolas retornáveis?
Para que não haja mais mortes das tartarugas marinhas, será preciso um olhar mais consciente do uso desse material e uma atitude responsável de um cidadão do Planeta, resultando também em uma qualidade de vida muito melhor a todos nós.
Sejamos conscientes.

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Crescimento Sustentável da Construção Civil

Estamos vivendo uma grande explosão na construção civil.
As cidades, com suas construções horizontais, estão vendo e vivenciando um novo cenário paisagístico.
As residências, onde anteriormente vivia apenas uma família, estão sendo engolidas por gigantescos edifícios.
Até o zoneamento urbano, em vários municípios, cederam a essa nova forma de viver, tipo colmeia, onde uma residência fica em cima da outra, formando imensos aglomerados de gente.
Os espaços passaram a ser comuns a todos, como área de lazer, piscina, etc.
A construção civil é considerada como um dos importantes ícones do desenvolvimento econômico. Infelizmente esse desenvolvimento não está sendo gerenciado de maneira sustentável, com a consciência em gerar o menor impacto ambiental. Ela consome recursos naturais, gera resíduos e muda a paisagem do local.
A construção civil já começa a perceber que tem um grande desafio pela frente: o de conciliar desenvolvimento econômico com o gerenciamento dos impactos negativos que proporciona, tendo que rever sua forma de atuação para que seja menos agressiva ao meio ambiente.
Será que isso é possível?
Torcemos para que as grandes construtoras consigam investir em desenvolvimento para a gestão de sua atividade, aliando-se a fornecedores de matéria prima, transportadoras, ou seja, a toda cadeia produtiva que está ligada.
Outro importante ator neste contexto é o Poder Público Municipal, que deve ser atuante também nessa área, disciplinando o fluxo de resíduos, criando e aplicando instrumentos para regular a procedência e o descarte de matérias a ser utilizados.
Quando não há a efetividade de políticas públicas que venham disciplinar e ordenar a destinação final desses resíduos, sérios problemas poderão ocorrer, tais como: degradação de área de manancial, poluição e entupimento de galerias pluviais, bueiros, sarjetas, proliferação de doenças através de agentes indutores, assoreamento de rios, utilização de espaços públicos para o descarte irregular, mudando assim a paisagem local e ameaçando a segurança física de pedestres, entre outros.
Hora de um despertar geral, para que o desenvolvimento econômico continue, mas que aconteça de maneira sustentável, preservando e conservando nossas cidades para as gerações futuras.

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Lixo ou resíduo sólido?

Atualmente vivemos em uma sociedade capitalista, onde o consumo é hábito já absorvido por todos.
Há, primeiramente, o consumo de produtos necessários à nossa sobrevivência e que atendem as necessidades básicas do ser humano, como vestuário, alimentação e moradia.
Esta necessidade satisfeita, o Homem passa a consumir produtos e serviços que vêm satisfazer suas necessidades de prazer e de status social. Isso é teoria da Administração provada e comprovada por estudiosos do tema, não é invenção de quem lhes escreve agora.
Todo consumo gera um resíduo ou seja, “material gerado após a produção, utilização ou transformação de bens de consumo”.
Como a sociedade vem aumentando de forma astronômica, também aumenta a quantidade de resíduos, que em grande parte é produzida nos centros urbanos; pois a décadas as cidades vêm crescendo na mesma proporção, contribuindo para a evasão no campo. Isso sem contar com os resíduos líquidos, gasosos e sépticos, os quais possuem um recolhimento e tratamento diferenciados.
Os resíduos sólidos são gerados principalmente em residências, construção civil, em parte das indústrias, comércio em geral, etc.
Não dá, se houver um trabalho diferenciado, para classificarmos esses resíduos como apenas “lixo urbano”.
Muitos materiais que sobram ou resultam desse consumo, podem ser reciclados, reutilizados ou reaproveitados. Muitos retornam a cadeia de produção, contribuindo para geração de renda para trabalhadores e lucro para as empresas.
Existe apenas um detalhe: para que isso possa ser, efetivamente, aplicado é necessário a sensibilização e entendimento por parte dos consumidores, no que diz respeito a separação desses materiais, não os misturando a outros tipos de resíduos, bem como, é de importância máxima para as questões ambientais, que as cidades realizem uma efetiva coleta seletiva e a reciclagem desse lixo.
É importantíssimo que os municípios pratiquem a correta destinação de seu lixo urbano; pois muitos deles comprometem o meio ambiente em virtude de sua alta periculosidade, como as pilhas e baterias de celulares, tão usados nos dias de hoje.
Infelizmente muitos municípios ainda utilizam-se de aterros sanitários, que poluem consideravelmente o meio ambiente. Os aterros sanitários são depósitos de lixo onde os resíduos sólidos são descartados não sendo possível mais a sua reciclagem.
É urgente a sensibilização e entendimento da sociedade sobre a real importância de se reciclar, reutilizar ou reaproveitar os resíduos sólidos, gerando economia para os consumidores, lucro para as empresas e qualidade ambiental para nosso Planeta.
Sensibilizemo-nos já!

(Profª Me. Selma Serrano Amaral

Empreendedorismo e Turismo

Engraçado que o título até rimou!!
Hoje ouvi, por diversas vezes em telejornais, que está se comemorando a “Semana Global do Empreendedorismo”. Um movimento que acontece desde 2007 e tem como foco o fortalecer e disciminar a cultura empreendedora, ligando, capacitando e inspirando pessoas a empreender.
Mas o que realmente é o empreender?
Busquei na web uma explicação:

“criar opções de melhor desempenho, ganho ou lucro. Transformar rotinas de trabalho de forma a gerar mais produtividade, ter ideias inovadoras e desafiadoras.
Capacidade de enxergar além do cotidiano, solucionar com habilidade e criatividade. Ter a visão de dono”.

Achei muito interessante essa explicação e pensei em quais áreas da economia poderia ser aplicada.
Veio a inspiração: deve ser aplicada em uma atividade econômica que se desenvolve de forma a beneficiar tanto os grandes como os médios e pequenos investimentos: “a atividade turística”.
Por mais que não viajemos, a atividade acontece em diversas localidades e se utiliza de diversos segmentos da economia.
Exemplifica-se algumas: bares, restaurantes, lojas, hotéis, transportadoras, etc.
Foi mencionado apenas médios e grandes investimentos. Com o turismo isso vai bem mais além,
O artesão, o quiosqueiro, o carrinho de lanche que fica na faixa de areia da praia, as confecções de roupas da estação, entre outras.
Empreender, como explicado anteriormente, acontece também para quem já tem seu próprio negócio, sendo apenas necessário a mudança na forma de administrá-lo.
Vamos utilizar como exemplo para se empreender em um pequeno negócio, os quiosques da orla.
Quais ações poderiam ser utilizadas para que ele tivesse um melhor desempenho e como consequência aumentar sua produtividade e lucro, gerando mais empregos e impostos. Todos ganhariam.
Percebe-se que ao se utilizar desses serviços, que realmente é necessária uma nova forma de enxergar esse tipo de empresa. Que ela não é a extensão da cozinha da casa de seu proprietário.
Seria interessante implementar, por exemplo, lanches típicos de cada região, primar pela limpeza e higiene do espaço interno e externo do local, atendimento de e com qualidade ou excelência na prestação de serviços, cuidado com o meio ambiente em que está inserido; pois além de ser uma obrigação de cada um de nós, muitos turistas só utilizam-se de equipamentos que trabalham de forma harmoniosa com a natureza, tais como: armazenamento e descarte correto de resíduos líquidos e sólidos (não dá para jogar o óleo da fritura na areia, como comumente se vê), treinamento de mão-de-obra local, utilização de materiais que não agridam a natureza(biodegradáveis).
São inúmeras as possibilidades de se empreender no exemplo utilizado. Pena não dar para se mencionar todas, até mesmo porque já seria uma consultoria.
Basta a utilização da criatividade, de conhecimento do negócio, novas tecnologias e foco em querer transformar sua empresa numa empresa lucrativa.
O Turismo proporciona o empreender nos variados segmentos que fazem parte da hospitalidade, do bem receber.
Comemore a “Semana Global do Empreendedorismo”, não apenas ouvindo ações distantes.
Empreenda também e atinja os objetivos propostos para o seu negócio.
O verão está aí, sucesso!

Profª Me. Selma Serrano Amaral.


Vai faltar água?

O verão está se aproximando e com ele mais tempo seco, menos chuvas e milhões de pessoas se destinando as localidades onde o sol e a praia ainda são os maiores atrativos.
Que cenário interessante!
Muito sol, gente com um bronzeado magnífico e literalmente cheios de areia e sal da água do mar. Ficarão nervosas, irritadas e com certeza culpando aquele que está mais próximo e mais visível: o governo. Não que ele não tenha culpa, mas não é apenas dele.
O ser humano coloca máscaras para não enxergar o que fez, que faz e o que deixou de fazer. É mais fácil, mais cômodo apontar o dedo na direção oposta a ele, ou seja, para os outros, do que perceber quais são ou quais foram suas responsabilidades em relação aos cuidados com o meio ambiente.
Normalmente, nossas mães, quando somos pequenos e choramos pelo “leite derramado”, com muita autoridade elas nos falam: “engole o choro”! Lembram disso?
É isso que a Mãe Natureza está nos dizendo e teremos que engolir nossos choros e sairmos em busca de saídas para remediar o que, aparentemente, irremediável está.

O Planeta Terra, a muito tempo vem dando sinais de que reagirá aos ataques sofridos.
Uma pena não termos entendido os sinais.
Já imaginaram o caos que vivenciaremos no próximo verão?
O clima mudou consideravelmente e as típicas chuvas dos meses que antecedem o calor, não vieram no volume esperado e continuamos a gastar água como se tudo estivesse na normalidade.
Pergunto: o governo também é culpado pela ausência de chuvas?
As cidades já começam a sentir essas alterações, aliadas ao consumo excessivo e sem nenhuma consciência desse recurso natural tão necessário a sobrevivência da espécie humana; a falta de planejamento e estudos hidrológicos constantes, chegaremos próximo ao caos nos próximos meses.
Muitas obras estão sendo realizadas por parte do governo, tentando amenizar a situação.
A população precisa ficar atenta a elas, para que não sejam paradas sem explicações justificáveis.
Cada cidadão deverá sair de sua “zona de conforto” e buscar suas responsabilidades no que concerne ao uso e a falta de água e como poderá mudar seus hábitos em relação a ela.
Desperdícios, irresponsabilidades, falta de planejamento nos levaram a este cenário caótico.
Pense: o que você poderá fazer para que essa situação não se instale nas cidades que receberão grande fluxo de visitantes e turistas na temporada 2014/2015?
Espero que chegue a alguma conclusão.

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Escola atrativa?

Se falássemos em escola atrativa em anos atrás, com certeza seríamos queimados em fogueiras, como na época da Inquisição.
Estaríamos falando heresias; pois a escola era vista como uma obrigação e uma forma de “repasse” de informações; muitas vezes ultrapassadas e inúteis e que deveria ser aceita, ou melhor dizendo, “engolida” por todos.
O triste é que mesmo não nos queimando mais, a escola ainda continua sendo um sistema educacional que reproduz informações, não preparando o aluno para a vida.
Apenas verificamos a preocupação com o aluno dentro da sala de aula, como se tudo estivesse caminhando perfeitamente; isso quando há professores, do que com a qualidade das aulas.
Acredita-se que não adianta aumentar a quantidade de horas que o aluno permanece na escola, sendo que a qualidade que deveria existir nas mesmas está sendo desperdiçada.
Será que estamos administrando apenas “depósitos de crianças”?
Será que apenas entre quatro paredes acontece o ensino aprendizagem?
Será que não estamos apenas preocupados com preenchimento de formulários e pesquisas quantitativas para que entremos em rankings de notas por cidade, estados e país ao invés de voltarmos nossos olhares para a qualidade dos conhecimentos e informações que são trabalhadas em nossas escolas?
Outra questão que não quer calar: estamos “treinando” ou “ensinando” nossos alunos para que sejam reprodutores desses mesmos conhecimentos e informações sem que consigam discernir em como aplica-los em suas vidas?
É nítido que em pleno século XXI a evolução tecnológica, as mudanças de hábitos e costumes da sociedade, estão apontando para a urgência de tornarmos a Escola mais “atrativa”. Pronto falei e espero não ser queimada na fogueira!
Muitos professores de hoje são o resultado dessa “educação”, se é que dá para chamarmos assim, míope e que está formando milhões de outros míopes treinados como animais em cabrestos.
Acredita-se estar mais do que na hora de ser debatido, por parte da escola, família e sociedade organizada, um movimento de mudança na educação, baseando-a na renovação da estrutura do ensino, nas metodologias a serem aplicadas e na forma de quantificar, já que é necessário, a qualidade dessa educação.
Não adianta facilitar a compra de computadores aos professores ou disponibilizar tablets, se estes são resultado de um ensino deformado, ultrapassado e caótico.
Busquemos um ensino/ aprendizagem de qualidade e não de quantidade.

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Evasão escolar

As escolas públicas de ensino fundamental, no Brasil, são geralmente conhecidas por possuírem qualidade inferior em relação as de ensino privado. Cabe salientar a exceção no que se refere a Escola Militar, as quais possuem excelência na qualidade do ensino.
Um dos grandes problemas vivenciados pela educação pública brasileira é a “evasão escolar”, mais especificamente o abandono, por parte dos alunos, da escola.
Vivemos numa sociedade de desigualdades sociais, onde grande parte das famílias ganham baixos salários, isso quando possuem uma fonte de renda; pois muitos vivem abaixo do índice da miséria e em consequência utilizam-se da mão-de-obra infantil.
Outro fator que contribui para esse retrato é a grande diversidade geográfica de nosso país, dificultando o acesso a meios de transportes adequados para a condução desses pequenos cidadãos.
Encontramos uma realidade assustadora que não condiz com a legislação vigente em relação a educação brasileira.
Vemos uma educação que ainda utiliza metodologias ultrapassadas, professores mal preparados e descaso por parte dos governos.
Muitas escolas não possuem estrutura físicas adequadas, possuindo mobiliário danificado, falta de espaços onde os educandos possam realizar atividades mais motivadoras, como aulas de educação física, informática (já que estamos vivendo a era digital), música, entre outras. Falta de recursos humanos e administrativos para gerenciar essa problemática.
Em muitas escolas a merenda escolar não chega, “perde-se” no meio do caminho, como podemos confirmar em diversos escândalos veiculados na mídia. Muitas vezes, a própria comunidade, que já é tão carente, se mobiliza para suprir essa ausência ou melhor dizendo, carência.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), no Brasil, um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental abandona a escola antes de completar o último ano da série.
Entre 100 países, o Brasil tem a 3ª maior taxa de evasão escolar. Triste e lamentável.
Como poderemos mudar essa realidade?
Você já havia percebido o quanto isso influencia no desenvolvimento de nossa sociedade?
São perguntas que nos custam calar e também acontecem bem perto de nós, em nossas cidades, em nossos bairros.
Não adianta mantermos os olhos fechados para isso. A consequência está nos atingindo e uma delas é o pedido para que diminuamos a maioridade penal. Será que só isso resolverá o problema ou teremos cada vez mais “crianças” com pouca idade cometendo crimes?
Será que seremos fadados a conviver com a violência urbana?
Chega de desculpas e tomemos um posicionamento quanto as nossas crianças.
Façamos valer o que a Constituição Federal garante, “A educação concebida como um processo de transmissão de conhecimentos e valores de relação humana reputa-se indispensável ao desenvolvimento intelectual, psicológico e à construção da cidadania”.
Que cidadãos estamos formando?
Pensemos...

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Educação Básica no Brasil

A Educação Básica no Brasil ocorre durante nove anos e é obrigatória para todas as crianças com idade entre seis e quatorze anos.
A responsabilidade por essas crianças acontece, conforme a Lei, de forma conjunta entre pais ou responsáveis que devem realizar suas matrículas. O Estado deve garantir as vagas e a sociedade, que a efetiva fazendo valer este direito.
Atualmente, o ensino fundamental é dividido em dois ciclos, sendo o primeiro com duração de cinco anos, que usualmente tem um único educador regente, o que comumente se chama de educador polivalente O segundo com quatro anos (logicamente), é composto por uma equipe de educadores especialistas em diferentes disciplinas.
É interessantíssimo quando lemos a respeito deste tema. Parece-nos que tudo está funcionando a contento. É um grande engano; a realidade não é essa.
Encontramos na Educação Básica, considerando apenas a pública, um total desinteresse por parte de alunos e professores. Cabe salientar que aqui usei as palavras alunos e professores; pois não os vejo, efetivamente, sendo educandos e educadores, como expliquei no artigo anterior a este, neste mesmo veículo de comunicação.
Vejo apenas um amontoado de crianças matriculadas conforme a Lei exige, um número razoável de professores, concursados ou temporários e um espaço físico que erroneamente chamamos de Escola.
A produtividade que deveria ser atingida passa longe da ideal e isto não sou eu que estou verificando de forma empírica, no famoso “achismo”, o próprio Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado no mês de outubro passado, que nos deu este cenário: no Brasil, 13 Estados tiveram queda de desempenho em relação à pesquisa de 2011 e os demais tiveram uma melhora que não foi suficiente para alcançar metas individuais.
Para que chegássemos a esta conclusão, se fôssemos mais atentos as nossas crianças nessa faixa etária, não seria necessário gasto com pesquisas, bastaria um olhar mais crítico e participativo no dia-a-dia das escolas.
Há carência de professores, currículos pedagógicos desatualizados, falta de respeito generalizada, sem abordarmos neste texto a violência que predomina dentro desses locais.
Estamos formando que tipo de geração ou gerações?
Que tipo de formação terão no futuro?
É urgente a melhoria nos anos iniciais da educação de base para que o cenário caótico que vivemos se modifique.
Que país é este que em sua “Carta Mágna de 1988” versa sobre uma realidade de Direitos que na prática não acontece.
Está na hora de um posicionamento por parte da sociedade, já que ela é parte integrante dessas responsabilidades, pelo menos no acompanhamento e desempenho de nossos filhos na escola, cobrando mudanças imediatas.
Esta é a hora, participe!

Profª Me. Selma Serrano Amaral


Escola interessante?

A escola tem como objetivo principal o ensino/aprendizagem de educandos sob a orientação de educadores.
Vocês devem estar pensando qual o motivo para eu não usar as palavras aluno/professor.
Não usei por acreditar que o tempo desses atores já tenha ficado a décadas atrás.
Prefiro educandos, ou seja, cidadãos que frequentam a escola com prazer e com verdadeira vontade, sendo assim considerado como pessoa e não como mais um número cadastrado. Para os educadores, considero o profissional qualificado que atua para que seus conhecimentos, suas experiências e sua vontade de interagir com aqueles que estão sob sua responsabilidade, como também com as famílias e com o meio em que vivem, sempre se aperfeiçoando e levando o melhor dessa relação ensino/aprendizagem e que isso culmine no ápice de vê-los cultos, formados e formadores de opinião, já que a escola possui sistemas formais de educação e que normalmente são obrigatórios.
Vamos abordar um pouco sobre o ensino fundamental. Como o nome já diz: a base de tudo.
Vivemos num país de desigualdades sociais e neste contexto a educação de base se tornou um mero cumpridor de legislação, afinal, a família tem por obrigação manter seus filhos na escola; seja ela do jeito que for, sem questionamentos ou acompanhamento.
O que podemos dizer das crianças?
Será que elas possuem o direito de se manifestar quanto a satisfação em ir para esse local e lá passar horas do seu dia?
Na maioria das vezes, principalmente no Ensino Público, as escolas se tornaram depósitos de crianças, as quais estão lá pela obrigatoriedade, pelas refeições servidas; pois muitos desses pequenos cidadãos só contam com essas refeições em seu dia. Pior ainda, é que muitas estão lá e se “formam” sem nem mesmo saber ler, escrever ou interpretar situações, mas têm em mãos um Diploma de conclusão dessa etapa e vai assim até o ensino Universitário. Cabe ressaltar que a minoria chega a este estágio. Vão parando pelo caminho em virtude da realidade vivida.
Muitos pais, familiares, escola, autoridades competentes pensam que porque é Público não se deve fiscalizar, participar, interagir com a escola e que cada um deve ficar no seu “quadrado” como se diz hoje em dia. Depois ficam buscando razões para que seus filhos não consigam acessar o mercado de trabalho condizente com o que cada cidadão merece de melhor ou mesmo por que a escola não ganha prêmios como muitas.
Deixo uma reflexão a cada um dos leitores: “o que vem interferindo para que a escola de hoje não atenda aos requisitos básicos para que seja atrativa tanto para educandos como educadores?
Continuaremos a analisar este tema no próximo artigo.

Até lá!

Profª Me. Selma Serrano Amaral

Verão, praia e lixo

A estação mais quente do ano está chegando e com ela os turistas e moradores de 2ª residência.
Nesta época do ano, nossa Região tem sua população triplicada e em consequência a produção de resíduos sólidos (lixo) também.
Se cada um pensar: “é só uma latinha de cerveja” ou “é só uma ponta de cigarro”, teremos no final de cada dia centenas de quilos de latinhas e de pontas de cigarros. Isso se a limpeza pública conseguir coletar todas. Muitas ficarão pelas ruas e praias.
Sabe quanto tempo leva para se decompor no meio ambiente uma latinha de cerveja ou de refrigerante? Em média sua decomposição acontece entre 100 a 500 anos. A ponta de cigarro leva em torno de dois anos.
Isso sem se contar outros tipos de resíduos como alimentos que são consumidos nas praias, um dos principais pontos procurados pelos turistas e visitantes.
Muita gente pensa e só dá atenção quando o tema é abordado por documentários veiculados pela televisão ou quando ativistas se manifestam e ainda são “taxados” de loucos anarquistas.
Grande engano!
O meio ambiente é o todo onde vivemos.
Não dá para jogar lixo fora do Planeta Terra, como muitas vezes assistimos em desenhos animados. O lixo produzido tem que conviver com cada um de nós, mesmo que o coloquemos em sacos em nossa porta, para algum lugar ele será destinado e muitas vezes de forma incorreta.
Vamos falar mais especificamente dos resíduos produzidos nas praias.
Você já viu o amontoado de lixo que fica no final de um dia de sol?
É assombroso!
Se cada um tivesse a consciência de acondiciona-lo de forma correta e fiscalizasse sua destinação final, com certeza o meio ambiente agradeceria retribuindo com água do mar mais limpa, com espécies marinhas em comunhão com uma vida mais saudável para todos.
Os comerciantes que possuem carrinhos de lanches ou quiosques na areia ou na orla, também devem ter essa consciência de que seu ganha pão de cada dia precisa de um local saudável. Caso contrário ficará a “ver navios” literalmente.
A cidadania também está contida em se saber conservar e preservar a natureza; pois ela vive muito bem sem o ser humano, mas ele não vive muito tempo sem ela.
Vamos fazer da temporada 2014/2015, um exemplo de cidadania também no que se refere ao lixo produzido nas praias.

Profª. Me. Selma Serrano Amaral

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Orquídea fora de hora


O dia está lindo!!!
Sinto o sol esquentar todo o meu corpo.
Ultimamente os dias estão cada vez mais quentes e abafados.
Coisas da natureza que o ser humano, em nome de um desenvolvimento equivocado, está transformando as estações do ano.
Distraidamente estava lavando o quintal e regando as plantas. Elas passaram o dia todo embaixo de um sol arrasador e eu vim trazer-lhes um alívio. A elas e a mim!
Adoro mexer com água, conversar com cada uma das minhas plantas, saber como elas estão, fazer-lhes elogios. Acredito que elas entendem tudo e retornam o “diálogo” com um balançar mais bonito ou com a própria intensidade de suas cores.
Acham que sou louca?
Podre daquele que não tem uma relação de amor com e pela natureza, não sabem o que estão perdendo.
Bom, enquanto continuava essa tarefa prazerosa, olhei um pouco mais para cima e tive uma linda surpresa ou melhor, um lindo presente que a natureza me deu fora da época.
Lá estava ela, linda nos seus tons de branco e lilás.
A orquídea que minha mãe plantou a mais de trinta anos e que floresce apenas no mês de setembro. Este ano veio me visitar antes da época.
Uma, sim apenas uma desabrochou para trazer ao meu coração um acalento para as saudades que bate no peito, quando relembro o tempo onde podia estar junto aos meus pais.
Ela veio linda e firme entre a folhagem verde.
A dias ela está lá.
Parece não querer ir embora.
Gosta de ouvir-me conversar, verificando se tudo está bem.
Por alguns dias pegou chuva, mas continua linda!
Setembro ainda está longe, mas ela já deu sinais de que será uma florada magnífica.
Gosto muito de ver e sentir a natureza bem pertinho de mim, sempre na sintonia de saber ser.
Minha linda orquídea veio me visitar antes da hora e foi muito bem recebida.
Por mais que o ser humano destrua, polua ou simplesmente ignore as questões ambientais, a natureza é sábia e dá seus alertas de que as coisas estão mudando.
Caso nós, ditos “seres racionais”, não percebermos o que vem ocorrendo com o Planeta e o transformemos em um lugar melhor para se estar, seremos obrigados a encontrar uma nova forma de se viver ou sobreviver.
Será que isso é possível?
Pense e reflita.


autora: Selma Serrano Amaral


sábado, 8 de fevereiro de 2014

As rosas do meu jardim, as mais belas!!!

Ser a mais linda das rosas.
Balançar conforme a brisa,
Exalar aroma que enebria,
Que toca a alma,
Que deixa nossos sentidos
Atentos a simplicidade da natureza.
Ser a mais linda das rosas
É poder presentear apenas com a imagem.
É ser a essência da vida em exposição.
É carregar amor em cada botão
Que desabrocha e faz continuar
O ciclo que a vida
Nos deu sem nada cobrar.
É ser simplesmente linda
E com as nossas alegrias colaborar!!!
(autora: Sel Serrano)



Nada importa

Nada importa
Tens-me aqui.
Nada mais importa.
O mundo continua lá fora.
Aqui vivemos nosso mundo.
Dois corações apaixonados,
Entrelaçados, enamorados...
Somos apenas um.
Um ser em explosão.
Sim, explosão de sentidos,
De amores,
De sabores,
De prazeres,
De conquistas.
Devagar atingimos nosso limite;
Nossos corpos se saciam,
Mas conservam acessa a chama
De ser amado,
Desejado,
Acariciado.
Sempre em sintonia e graça.
A graça de ser presenteado
Com um amor sem fronteiras.
De um se buscar sem pudores,
De se amar a vida inteira.
De não precisar de outros amores.


autora: Selma Serrano Amaral


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Parabéns!!!

Hoje é o seu aniversário.

09 de janeiro de 1934.
Esta data desde que comecei a entender o mundo, nunca foi esquecida.
Como não lembrar o aniversário de uma guerreira, que dedicou uma pequena parte de sua vida, 45 anos, o tempo que lhe foi proporcionado aqui na terra, a sua família, até que Deus achou que estava na hora de ir contribuir com outras no céu.
Mesmo assim, se pensássemos em esquecê-la, seu representante que foi deixado no meio do caminho de uma vida conjugal, se encarregava de nos lembrar.
Mãe, mulher guerreira, dona de casa que trabalhava como "modista" no próprio lar, contribuindo para que pudessem comprar a tão sonhada casa.
Quantas madrugadas em claro terminando vestidos de noivas, madrinhas ou apenas reformas. Não importava, o que viesse ajudaria a pagar as prestações do terreno comprado e que aos poucos ia sendo erguida uma pequena casa.
Quantas vezes a vi com lágrimas nos olhos por não poder dar mais a seus dois filhos, por conta do propósito estabelecidos por eles. Um sonho que ela nem pode aproveitar por muito tempo.
Eu adorava suas brincadeiras de virar as crianças de uma forma que parecia que iríamos rolar e cair, mas no final, lá estava o braço forte daquela mulher de menos de 1.60 m.
Lembra como você era vaidosa?
Sempre preocupada com a aparência e assim me ensinou a ter um cuidado maior em como me apresentar e me comportar
Não havia uma criança que não a amasse. Todas queriam estar em casa para brincarmos com você.
O tempo passa, a vida vai nos levando, mas seu amor está presente em minha vida todos os dias.
Mãe eu te amo incondicionalmente.
Espero deixar registrado no coração de meus filhos a mesma importância que você teve em minha vida.
Onde quer que esteja, receba meu amor com muita intensidade; pois apesar do tempo e da distância você continua viva em minha vida.
Dª Gleyde, ai de quem escrevesse sem o "Y", seja muito feliz...
E como você gostava desta foto com seu diploma de "modista", eu lhe faço esta homenagem.
Eu te amo.


autora: Selma Serrano Amaral


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Quero-me

Louca, insana,
Mas nunca profana.
Acredito no amor...
Aquele que encanta,
Que busca na natureza
Sua verdadeira essência.
Quero-me assim:
Louca!!!
Louca por mim,
Louca pela família e amigos.
Louca por estar viva.
Quero-me de verdade
E não vejo nisso insanidade!!!
Insanidade para mim
É ser indiferente aos que nos cercam.
É ter no orgulho sua força maior,
É enxergar o mundo pelo prisma do egoísmo.
É ter na ganância sua energia.
Quero-me sempre assim...
Louca, insana,
Rindo sem medida,
Amando a vida
E sua energia colorida.
Quero ser sempre louca,
Conversar com as plantas e os animais.
Ter amor pelos seres tidos como irracionais.
Ter amigos que me amem.
Ser amor incondicional.
Quero-me sim...
Quero-me louca e insana,
Mas jamais profana!!!

autora: Selma Serrano Amaral